Gigantes na Rua
Sérgio Libilo, Moçambique, 2012, 24’, VO Português, Francês e Inglês / Legendas Portugês

“Gigantes na Rua” documenta um projecto de residência artística, formação e intercâmbio, com vista à construção de máscaras e marionetas gigantes. Levada a cabo pelo Centro Cultural Franco-Moçambicano, a iniciativa reuniu cerca de 40 artistas oriundos de Moçambique, Guiné-Bissau e França. O projecto culminou com a apresentação pública de um espectáculo de rua nas imediações dos mercados de Xipamanine e Bazar Central, em Maputo.

Sérgio Libilo
Cinema e televisão são as áreas de trabalho que conhece desde 2004. Passou pela Tv Miramar, STV e DDB em Maputo e trabalhou como freelancer em empresas como a Rgb-Golo, Mahlafilmes. Actualmente, trabalha na Cine Internacional, onde definitivamente decidiu entrar no mundo do cinema, filmando em diversos países, como África do Sul, Tanzânia ou Angola. “Gigantes na Rua” é o seu primeiro documentário.

Maputo, 14 de Setembro – Centenas de pessoas assistiram hoje, em Maputo, à exibição da ante-estreia mundial de Vovós da Guerrilha, Como viver neste mundo, da realizadora holandesa Ike Bertels, um filme que marcou a cerimónia de abertura do 7.º Dockanema, que foi presidida pelo ministro da Cultura.

No Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, Armando Artur sublinhou a relação de Moçambique com o cinema documentário, uma ferramenta de estudo e de análise que se afigura imprencindível para a compreensão da herança cultural” do país.

Referindo-se ao Dockanema, “uma iniciativa de mérito que eleva o nome de Moçambique à escala mundial”, Armando Artur teceu elogios ao facto do festival possibilitar ao público moçambicano “o contacto com a realidade nacional e internacinal da produção do cinema documentário”.

Desde a sua primeira edição, foram apresentados nas telas do Dockanema cerca de quinhentos filmes, entre os quais mais de uma centena de produções nacionais ou referentes a Moçambique” referiu o ministro.

O filme Vovós da Guerrilha, de Ike Bertels, que encerra uma trilogia da realizadora holandesa, iniciada na década de 1980, apresentou um relato intemporal de três mulheres moçambicanas que participaram na Luta Armada de Libertação Nacional.

Para a realizadora, o facto de o filme ter tido a sua ante-estreia mundial em Moçambique representou “o reconhecimento do seu trabalho” por parte do público moçambicano.

É um orgulho para mim realizar a ante-estreia do filme aqui em Moçambique”, regozijou-seIke Bertels.

O Festival Dockanema continua amanhã, prolongando-se até ao dia 23 de Setembro, com a exibição de mais de 80 documentários, entre curtas e longas-metragens, de autores nacionais e internacionais.

Destaques dia 15 de Setembro

Centro Cultural Franco-Moçambicano

16h00 – Histórias de Fronteira – Sonia Borrini (30`)

Centro Cultural Brasil-Moçambique

20h00 – Algol – A Tragédia do Poder – Hans Werckmeister (120`)

Teatro Avenida

18h00 – Mulheres Africanas – A Rede Invisível – Carlos Nascimbeni (98`) – Estreia Mundial

Faculdade de Letras e Ciências Sociais

15h00 – Gangster Project – Teboho Edkins (54`)

Destaques dia 16 de Setembro

Centro Cultural Franco-Moçambicano

16h00 GIGANTES NA RUA – Sérgio Libilo (24’)

Centro Cultural Brasil-Moçambique

20h00 CINEMA KOMUNISTO – Mila Turajic (101’)

Teatro Avenida

16h00 MANIFESTO DAS IMAGENS EM MOVIMENTO – Diana Manhiça (15’ )

Contacto/Informações:

Benilde Matsinhe

E-mail: benilde.matsinhe@cinevideo.co.mz

CEL: 00258 84 951 9659

 Para ampliar, clique aqui.

Maputo, 13 de Setembro – O maior festival de cinema moçambicano arranca amanhã, em Maputo, contando com a presença do ministro da Cultura, Armando Artur, que irá presidir a cerimónia de abertura do 7.º Dockanema.

A partir de amanhã, e durante 10 dias, a capital moçambicana será o palco mundial do cinema documentário, com o início da 7.ª edição ininterrupta do Dockanema, Festival do Filme Documentário, que tem como filme de abertura a ante-estreia mundial do documentário Vovós da Guerrilha, Como viver neste mundo, da realizadora holandesa Ike Bertels.

Agendada para as 19 horas, a cerimónia de abertura do evento, que se irá desenrolar no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, será presidida pelo ministro da Cultura de Moçambique, Armando Artur.

Igualmente presente na sessão estará Ike Bertels, que irá apresentar pela primeira vez o filme Vóvos da Guerrilha, uma longa-metragem que tem como protagonistas três mulheres moçambicanas que participaram na Luta Armada de Libertação Nacional.

Numa verdadeira odisseia, que percorre a história de Moçambique desde o seu período de independência, até à actualidade, o filme de Ike Bertels encerra uma trilogia iniciada em 1984, com Mulheres da Guerra, e continuada em 1994, com o documentário Pensão de Guerrilha.

O testemunho de Mónica, Maria e Amélia, as três protagonistas da trilogia, representa um património audiovisual único, que estabelece uma ponte para realidade histórica e social de Moçambique das últimas quatro décadas.

Repleto de imagens e declarações apaixonantes, o filme Vovós da Guerrilha promete captar a atenção e a simpatia do público moçambicano, que, ao longo do festival, poderá tomar contacto com a trilogia completa da autora, através do Ciclo Ike Bertels.

Este é o primeiro ano que Pedro Pimenta, fundador e curador do Dockanema, não está envolvido directamente na produção executiva do festival. Esta função está a cargo da Cine Internacional, uma empresa moçambicana especializada em produções cinematográficas, com experiência de produção em vários países do continente africano.

A empresa assumiu a produção executiva do Dockanema com o objectivo de dar continuidade ao trabalho profissional que foi conduzido, anteriormente, por Pedro Pimenta. Este ano, Pimenta assumiu as funções de direcção artística e curadoria dos filmes e temáticas, enquanto a produção e organização do festival ficou sob a alçada da Cine Internacional.

Presente no mercado moçambicano há cinco anos, a empresa conta no seu portefólio, não apenas trabalhos realizados em Moçambique, mas também em todo o continente africano.

Uma parceria estabelecida com uma emissora de TV para formar uma equipa qualificada de profissionais moçambicanos foi o mote para o início da actividade da produtora. Assim, montou-se uma equipa de 25 profissionais brasileiros e mais de 100 moçambicanos. Desta troca de experiências, resultou a criação da mini-série “N’Txuva – Vidas em Jogo”, a primeira telenovela produzida em Moçambique. Actualmente, a empresa está a produzir uma série televisiva que contará a vida de 15 presidentes africanos.

Com uma programação de mais oito dezenas de filmes, entre curtas e longas-metragens, que serão exibidas no Centro Cultural Franco-Moçambicano,  no Centro Cultural Brasil-Moçambique, no Teatro Avenida e na Faculdade de Letras e Ciências Sociais, o Festival Dockanema decorre até ao dia 23 de Setembro, em Maputo.

Gab. Imprensa / 7.ºDockanema – Festival do Filme Documentário

Contacto/Informações:

Benilde Matsinhe

E-mail: benilde.matsinhe@cinevideo.co.mz

CEL: 00258 84 951 9659

Caros Jornalistas,

A acreditação para as equipas de reportagem interessadas em fazer a cobertura da 7.ª edição do Festival Dockanema irão decorrer na próxima Sexta-feira, dia 14 de Setembro.

Todas as acreditações terão de ser feitas presencialmente no Centro Cultural Franco-Moçambicano por um membro do orgão de comunicação interessado.

Para qualquer esclarecimento agradecemos o vosso contacto.

Muito obrigado.

Gab. Comunicação Dockanema | Festival do Filme Documentário

Contacto/Informações:

Benilde Matsinhe

E-mail: benilde.matsinhe@cinevideo.co.mz

CEL: 00258 84 951 9659

 De 17 a 21 de Setembro – INAC| Oficinas de formação

O Dockanema, em parceria com o Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC) e com a Associação Moçambicana de Cineastas (AMOCINE), vai realizar um programa de oficinas de formação, dirigido por cineastas nacionais e internacionais, destinado a todos os interessados.

Domingo, 16

18h30 – INAC| Mostra Kuxa Kanema

Com o objectivo de valorizar o património cultural nacional, o Instituto Cultural Moçambique Alemanha (ICMA) fará o lançamento de um conjunto de filmes digitalizados do arquivo do INAC. Este processo, que resulta de uma parceria entre a Universidade Eduardo Mondlane e a Universidade de Bayreuth, comporta os episódios 1 a12 de Kuxa Kanema, e os filmes ‘’Mueda-MemóriaMassacre’’ e ‘’Canta Meu Irmão-Ajuda-me a Cantar’’.

Segunda, 17

18h00- FLCS-UEM| Debate

Após a exibição do filme ‘’African Women – A Journey for a Nobel Peace Prize’’, o centro de Coordenação dos Assuntos do Género (CeCaGe) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) debate a questão do género na Faculdade de Letras e Ciências Socias.

O filme éum road movieatravés doSenegal,uma longa e intensa viagempara apoiar acandidatura deMulheres Africanaspara oPrémio Nobel da Paz. Elas são as protagonistasinquestionáveis​​do documentário: fortes,incansáveis, sempre disponíveis, irónicas ealegres. Mais uma confirmação de que as mulherestêm vindo a desempenharum papel fundamental,tanto na vida diária,como nas actividades sociaise políticas doContinente Africano

Segunda, 17

14h00 – Escola de Comunicação e Artes| Conversa com a realizadora Ike Bertels

Ike Bertelsé uma realizadorae produtora de cinemaformadana BrusselsFilmschool(RITCS), em 1971, e desde então, tem vindo a fazerdocumentáriosno seu país natal e no estrangeiro.Fundoua IKE BertelsFILMPRODUCTIES/IBF em1985, uma produtora de cinema independente sedeada em Amesterdão, na Holanda. Ela tem uma relação histórica com Moçambique que iniciou na década de 1980. Elaborou uma trilogia de filmes que inicia em 1984, com Mulheres da Guerra, um filme que apresenta o testemunho de três mulheres moçambicanas que participaram na Luta Armada de Libertação Nacional – Mónica, Maria e Amélia. Uma década depois, Ike Bertels filmou Pensão da Guerrilha, actualizando a situação de vida das três protagonistas, que, agora, podem ser novamente revistas no filme Vovós da Guerrilha (2012).

Segunda, 17

18h00 – CCBM| Exposição de Fotografia

Grande Hotel, o emblemático edifício da cidade da Beira será apresentado na mesma noite, em duas perspectivas visuais: uma fotográfica, com a exposição de Mário Macilau, e outra cinematográfica, com a estreia internacional da longa-metragem ‘’Amanhecer a Andar’’, da realizadora portuguesa Sílvia Firmino.

Quarta, 19

16h00 – Teatro Avenida| Debate

O uso inapropriado da terra é uma das maiores causas de conflitos entre nativos e autoridades locais de Moçambique. Consciente dessa situação, a Justapaz, o Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC) e a Diagonal debatem a temática do uso e direito da terra em Moçambique, logo após a exibição do filme‘’A terra dos nossos avós’’, do realizador Fábio Ribeiro.

Quinta, 20

9h00 – UP-Lhanguene| Debate

Consciente dos problemas relacionados com a degradação do Meio Ambiente que marcam a actualidade, a Universidade Pedagógica (UP), no âmbito das suas Jornadas Científicas, exibe o filme ‘’Receitas para o Desastre’’. O encontro irá reunir estudantes, corpo docente e o Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC).

Quinta, 20

17h00 – Faculdade de Arquitectura-UEM| Conversa com Luís Lage e Paul Jenkins

A Faculdade de Arquitectura da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) propõe uma conversa em torno do filme‘’Sonhos Urbanos Africanos’’, da realizadora Noemie Mendelle. Trata-se de um documentário filmado em Moçambique, que retrata o esforço das famílias moçambicanas que investem na construção das suas casas. Ao mesmo tempo, surgem problemas sociais e políticos nas resoluções e nas ameaças do sonho destas famílias de possuírem habitação própria.

Sexta, 21

Das 09h00 às 12h00 – Universidade Politécnica| Jornada Profissional

Sob o tema ‘’Cinema digital, os recursos tecnológicos na sétima arte’’ realiza-se uma mesa redonda com os realizadores Ute Fiendler, Ike Bertels, Ana Matos, Toni Venturi, Riaan Hendricks e João Ribeiro para se discutirem as implicações da nova era digital no cinema. Este painel internacional traz experiências de vários cantos do mundo para o auditório da Universidade Politécnica de Maputo.

Sexta, 21

18h00 – ICMA| Nach der Mauer| Presença do realizador

O filme ‘’Nach der Mauer’’ ‘’ aborda a questão da reunificação da Alemanha, e do presente e futuro de moçambicanos contratados que viviam e trabalhavam na RDA. Sete protagonistas falam de suas vidas quotidianas; quatro que ficaram na Alemanha reunificada; e três que regressaram para as suas terras em Moçambique.

Peter Steudtner

Peter Steudtner, fotógrafo e videasta, vive entre Moçambique e Alemanha. Através do seu trabalho é facilitador para transformação não violenta de conflitos. Em 2008, fundou com Gregor Zielke e Rui Assubuji, a cooperativa panphotos.org, especializada na fotografia e videografia documental de carácter social e dedicada a projectos educativos e interculturais.

Cocaine, suicide and the meaning of life

Riaan Hendricks, África do Sul, 2012, 48’, VO Inglês e Afrikaans / legendas Inglês

Motociclismo, Namaqualand, uma família que é um fardo pesado e um vício de cocaína: elementos que se cruzam nesta jornada sincera de um homem lutando contra os seus demónios. Patrick van Sleight está à procura de uma saída para o seu ciclo de depressão e dependência, voltando-se para um amigo cineasta, que o ajuda a documentar e a racionalizar o que está acontecendo na sua cabeça e na sua vida.

O sul-africano Riaan Hendricks produziu, dirigiu e editou mais de 20 filmes. Com o filme The Last Voyage ganhou o prémio Silver Dhow no Festival Internacional de Cinema de Zanzibar, em 2011. Atraído pelo cinema observacional, os temas de Hendricks variam entre o pessoal e o político.

Bouncing Cats

Nabil Elderkin, E.U.A/Uganda, 2010, 75’, VO Inglês / legendas Inglês

Bouncing Cats conta a história inspiradora de um homem que tenta criar uma vida melhor para crianças do Uganda, usando a ferramenta improvável do Hip-Hop, com foco na cultura b-boy e breakdance. Em 2006, Abraham “Abramz” Tekya, o jovem ugandense órfão de pais vítimas de SIDA criou o Breakdance Project Uganda (B.P.U.) com o sonho de dinamizar uma oficina gratuita para capacitar e reabilitar a comunidade, formando os jovens através da cultura b-boy.

%d blogueiros gostam disto: