Arquivos para categoria: Janela Aberta

Bafatá Filme Clube

Sila Tiny, Portugal, 2012, 77’, VO Português e Crioulo Guineense / legendas em Português

Em Bafatá, na Guiné-Bissau, Canjajá Mané, antigo operador de cinema e guarda do clube da cidade, repete os mesmos gestos há cinquenta anos. Mas, actualmente, o cinema está fechado e não existem espectadores. Dos seus tempos como trabalhador do clube até aos nossos dias, restam apenas recordações. Na cidade, somente as pedras, as árvores e o rio resistiram à erosão do tempo. E com eles, algumas pessoas, que ficaram para perpetuar na memória do mundo e dos homens, que ali já viveu gente. São essas pessoas por quem Canjajá procura e espera pacientemente até hoje.

Silas Tiny é um realizador que nasceu na ilha de São Tomé e Príncipe e vive em  Portugal. Estuda cinema, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Bafatá Filme Clube é o seu primeiro filme.

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Kolá San Jon é Festa di Kau Berdi

Rui Simões, Portugal, 2011, 60’, VO Português

 

Os habitantes do bairro do Alto da Cova da Moura, caboverdianos na sua maioria, recuperam e põem em acção uma festa tradicional do seu arquipélago de origem, a que dão o nome de KOLÁ SAN JON. Este documentário acompanha um grupo de residentes do bairro numa viagem a Cabo Verde para festejarem as festas de S.

João.Rui Simões estudou Realização para Cinema e Televisão no Institut des Arts de Diffusion, em Bruxelas. Inicia uma relação profissional com o cinema na Bélgica, como fotógrafo de cena. Mais tarde, em 1974, em Portugal, começa a sua actividade cinematográfica, realizando duas longas e três curtas-metragens documentais sobre a realidade portuguesa da altura. Desde 1982, realizou inúmeros trabalhos, na sua maioria de cariz documental.

Cartas de Angola

Dulce Fernandes, Portugal, 2011, 52’, VO Português

Cartas de Angola é uma viagem a um passado esquecido e um olhar sobre uma memória geográfica, onde duas histórias se intersectam: a história de uma portuguesa nascida em Angola nas vésperas da independência e as histórias dos cubanos que combateram na guerra em Angola. O filme, contado na primeira pessoa, é uma travessia pela Cuba de hoje e uma descoberta das histórias dos cubanos em Angola durante a guerra, através das quais se revela um passado perdido e uma ligação umbilical a uma terra distante.

Dulce Fernandes é uma realizadora portuguesa, nascida em Angola e residente em Brooklin (E.U.A.). Estudou Cinema e Fotografia no AR.CO (Lisboa), na Escola do Instituto de Arte de Chicago, na Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV) em Cuba e no Downtown Community Television Center (DCTV) em Nova Iorque. Trabalhou como fotojornalista no jornal Público e como activista em questões ambientais e direitos humanos. Formada em jornalismo pela Universidade Técnica de Lisboa e em Relações Internacionais pela City University of New York.

Janela Aberta

Enquanto festival moçambicano, o Dockanema privilegia a língua portuguesa nas escolhas que compõem a sua programação de filmes. Por esta razão, e atendendo ao facto de Moçambique ter assumido recentemente a Presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), nesta 7.ª edição foram escolhidas cerca de 20 produções provenientes de países desta comunidade, disponíveis na secção Janela Aberta (filmes falados ou com legendas em Português).

Sugestões Dockanema

Mulheres Africanas – A Rede InvisívelEstreia Mundial

 

Filma que trata da questão da mulher africana a partir do depoimento de cinco ícones do continente: Nadine Gordimer, escritora sul-africana e Nobel (1991) de Literatura; Graça Machel, moçambicana, activista de direitos humanos e de educação, ex-esposa de Samora Machel e atual esposa de Nelson Mandela; Sara Masasi, líder empresarial da Tanzânia; Luísa Diogo, ex-primeira-ministra de Moçambique; Leymah Gbowee, activista política da Libéria, Nobel da Paz (2011). Dirigido por Carlos Nascimbeni e produzido por Mónica Monteiro, da Cinevideo – produtora que se vem especializando em produções africanas.

Carlos Nascimbeni é formado em cinema pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Dirigiu e roteirizou as curtas “Esquesitamente Familiar”, “Um Musical” e “7 Lições para se aprender com as crianças, os loucos e os ladrões”, as média-metragens “Negritude” e “O Povo Deserto, e a longa ‘Made In Brazil”, pela qual recebeu o prémio Governador do Estado de melhor roteiro, em 1984. Foi produtor executivo delegado do longa “O Martelo de Vulcano”, uma realização Warner Bros, Moonshot Pictures e TV Cultura, em 2003.

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