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Maputo, 14 de Setembro – Centenas de pessoas assistiram hoje, em Maputo, à exibição da ante-estreia mundial de Vovós da Guerrilha, Como viver neste mundo, da realizadora holandesa Ike Bertels, um filme que marcou a cerimónia de abertura do 7.º Dockanema, que foi presidida pelo ministro da Cultura.

No Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, Armando Artur sublinhou a relação de Moçambique com o cinema documentário, uma ferramenta de estudo e de análise que se afigura imprencindível para a compreensão da herança cultural” do país.

Referindo-se ao Dockanema, “uma iniciativa de mérito que eleva o nome de Moçambique à escala mundial”, Armando Artur teceu elogios ao facto do festival possibilitar ao público moçambicano “o contacto com a realidade nacional e internacinal da produção do cinema documentário”.

Desde a sua primeira edição, foram apresentados nas telas do Dockanema cerca de quinhentos filmes, entre os quais mais de uma centena de produções nacionais ou referentes a Moçambique” referiu o ministro.

O filme Vovós da Guerrilha, de Ike Bertels, que encerra uma trilogia da realizadora holandesa, iniciada na década de 1980, apresentou um relato intemporal de três mulheres moçambicanas que participaram na Luta Armada de Libertação Nacional.

Para a realizadora, o facto de o filme ter tido a sua ante-estreia mundial em Moçambique representou “o reconhecimento do seu trabalho” por parte do público moçambicano.

É um orgulho para mim realizar a ante-estreia do filme aqui em Moçambique”, regozijou-seIke Bertels.

O Festival Dockanema continua amanhã, prolongando-se até ao dia 23 de Setembro, com a exibição de mais de 80 documentários, entre curtas e longas-metragens, de autores nacionais e internacionais.

Destaques dia 15 de Setembro

Centro Cultural Franco-Moçambicano

16h00 – Histórias de Fronteira – Sonia Borrini (30`)

Centro Cultural Brasil-Moçambique

20h00 – Algol – A Tragédia do Poder – Hans Werckmeister (120`)

Teatro Avenida

18h00 – Mulheres Africanas – A Rede Invisível – Carlos Nascimbeni (98`) – Estreia Mundial

Faculdade de Letras e Ciências Sociais

15h00 – Gangster Project – Teboho Edkins (54`)

Destaques dia 16 de Setembro

Centro Cultural Franco-Moçambicano

16h00 GIGANTES NA RUA – Sérgio Libilo (24’)

Centro Cultural Brasil-Moçambique

20h00 CINEMA KOMUNISTO – Mila Turajic (101’)

Teatro Avenida

16h00 MANIFESTO DAS IMAGENS EM MOVIMENTO – Diana Manhiça (15’ )

Contacto/Informações:

Benilde Matsinhe

E-mail: benilde.matsinhe@cinevideo.co.mz

CEL: 00258 84 951 9659

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Caros Jornalistas,

A acreditação para as equipas de reportagem interessadas em fazer a cobertura da 7.ª edição do Festival Dockanema irão decorrer na próxima Sexta-feira, dia 14 de Setembro.

Todas as acreditações terão de ser feitas presencialmente no Centro Cultural Franco-Moçambicano por um membro do orgão de comunicação interessado.

Para qualquer esclarecimento agradecemos o vosso contacto.

Muito obrigado.

Gab. Comunicação Dockanema | Festival do Filme Documentário

Contacto/Informações:

Benilde Matsinhe

E-mail: benilde.matsinhe@cinevideo.co.mz

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Dockanema regressa em Setembro a Maputo

 O Dockanema – Festival do Filme Documentário regressa em Setembro à capital moçambicana, com retratos actualizados do universo de produções nacionais e internacionais do cinema documental. Na sua 7.ª edição, o evento reafirma o seu comprometimento social, propondo uma programação repleta de conteúdos de excelência.

Entre os dias 14 e 23 de Setembro, Maputo recebe novamente o mais conceituado evento do seu género realizado em Moçambique. Com um cartaz composto por cerca de 80 títulos, entre curtas e longas-metragens, o Festival do Filme Documentário (Dockanema) foca, nesta sua 7.ª edição ininterrupta, atenções nas temáticas sociais que vêm pautando a actualidade nacional e internacional, nos últimos anos.

Liderada por Pedro Pimenta, fundador do festival, a organização sugere três ciclos de documentários – nos quais serão destacados filmes de um realizador internacional  e dois temas específicos –  e três secções, denominadas por ´Sal da Terra` – de autores moçambicanos ou temáticas relacionadas com Moçambique -, ´Janela Aberta` – falados e/ou com legendas em Português –  e ´Original Docs` – com legendas em Inglês.

Como já vem sendo habitual, o Dockanema propõe ainda a todos os curiosos da arte do cinena documental os chamados ´Programas Paralelos`, que se irão desenrolar em três diferentes instituições de ensino: Universidade Politécnica, Universidade Pedagógica e Escola Portuguesa de Maputo.

Os palcos de exibição das fitas escolhidos para esta edição são o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), o Teatro Avenida, o Centro Cultural Brasil-Moçambique e a Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS).

Sete anos de Dockanema

Sete anos depois da sua primeira edição, o festival Dockanema apresenta-se hoje como um incontornável marco na relação de Moçambique com o cinema documentário. Desde o período de independência, o género documental tem sido o que mais se evidencia em termos das produções cinematográficas realizadas no país, facto este que esteve subjacente às motivações que ditaram a criação do Dockanema.

Em 2006, na sua mensagem de apresentação pública do evento, Pedro Pimenta sublinhou a importância do documentário enquanto “utensílio de educação e de socialização” para o povo moçambicano, afirmando o compromisso do Dockanema com a divulgação das produções realizadas em Moçambique. Ao longo dos últimos sete anos, passaram pelas telas do evento cerca de uma centena de filmes produzidos ou rodados em território nacional, o que comprova a importância do Dockanema na difusão do cinema documental moçambicano.

Em termos de produções internacionais, contam-se perto de 400 documentários exibidos, filmes estes que têm permitido ao público do Dockanema tomar contacto com a realidade social, económica, ambiental ou até desportiva de países dispersos pelos cinco continentes.

Paralelamente, a realização do festival tem potenciado a vinda de realizadores internacionais a Moçambique, destacando-se neste campo a visita do moçambicano Ruy Guerra – homenageado pelo Dockanema em 2011 – ao país, depois de três décadas de ausência.

Com esta carga histórica, o Festival Dockanema chega à maturidade da sua 7.ª edição, que se irá realizar entre os dias 14 a 23 de Setembro, em Maputo. Incontornavelmente, um evento a não perder.

The One Minutes Jr é uma iniciativa da Unicef que terá lugar amanhã, às 16 horas, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, com a projecção de 20 filmes de um minuto, produzidos por crianças entre os 12 e os 15 anos, do distrito de Chibuto.

As crianças tiveram uma formação de cinco dias, dada por profissionais vindos de Nova Iorque, e fizeram os seus filmes sob o tema Educação.

À mesma hora, mas no teatro Avenida, passará Os Perdidos (Les Égarés), de Christine Bouteiller, sobre os sobreviventes de 30 anos de guerra no Cambodja.
Recorde-se que, em 1992, 380 mil refugiados foram repatriados dos campos da fronteira tailandesa e instalados numa aldeia construída pela Nações Unidas. “Os que ficaram” viram chegar com desconfianca estas famílias, apos 13 anos de exílio, como uma ameaça para suas terras e equilíbrio. Chamaram-lhes “os perdidos”, nome que carregam até hoje.
Inicialmente editora, Christine Bouteiller realizou seu primeiro filme em 2001.
La Lune à l’envers: 14/18 Les derniers témoins (2001); Femmes de l’Ombre (2002); Les Crimes de la Belle Epoque (2003) são alguns dos filmes que realizou. Os Perdidos (Les Egarés) é seu ultimo filme documentário, fruto de uma longa reflexão sobre a história e o futuro dos antigos refugiados, e sobre a sociedade cambodjana de hoje.
A realizadora estarará presente em ambas as projecções e estará aberta a dar entrevistas aos jornalistas.

Às 18 horas, no Centro Cultural Brasil Moçambique, será projectado o filme Acácio, da brasileira Marília Rocha.

Depois de trinta anos vivendo em Angola, o etnólogo português Acácio Videira e sua esposa, Maria da Conceição, mudam-se para o Brasil, trazendo na bagagem um extenso registro material da vida dos povos angolanos e dos colonos portugueses. Entrelaçando lembranças, imagens e relatos pessoais, o filme Acácio empreende uma jornada afectiva ao passado do casal, ao mesmo tempo em que reconstitui os laços históricos e políticos dos três países em que viveram.

Da mesma realizadora, será projectado às 18 horas, na Faculdade de Letras e Ciências Sociais, com entrada livre, o filme a Falta que me Faz, um filme sobre um grupo de meninas que vive o fim da juventude e, através de conversas, obrigações e prazeres quotidianos, encontra uma maneira particular de contornar a solidão e enfrentar as incertezas de um futuro próximo. Durante um inverno, rodeadas pela Serra do Espinhaço, um grupo de meninas passa pela nostlagia de quem se despede da juventude, e abre os braços à idade adulta, num romantismo que deixa marcas nos seus corpos e na paisagem que as rodeia.

A realizadora Marília Rocha vive e trabalha em Belo Horizonte. É mestre em Comunicação Social e uma das fundadoras do núcleo Teia. Os seus primeiros filmes, Aboio (2005) e Acácio (2008), foram exibidos em festivais e mostras de cinema em diversos países, como MoMA – Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (EUA), É Tudo Verdade (Brasil), Festival de Roterdão (Holanda), Bafici (Argentiva), Festival de Guadalajara (México), Doclisboa (Portugal), entre outros. Nesta edição do Dockanema, passam os seus três filmes documentários, A Falta que me Faz (2009), Acácio e Aboio.

Em ambas as projecções, estará presente a realizadora, aberta a dar entrevistas à imprensa.

Homeless é apresentado pela realizadora Ditte Haarløv Johnsen, às 20 horas no Centro Cultural Franco Moçambicano. O filme segue três jovens amigos da ex-colónia dinamarquesa da Groenlândia, na sua luta para sobreviver nas ruas de Copenhague. Para Norto, Emil e Nuka, a auto-destruição tornou-se um meio de sobrevivência, mas cada um abriga o seu próprio sonho de sair. Norto quer ir para casa. Emil quer ficar limpo. A fuga de Nuka é mais decisiva e final.
A realizadora Ditte Haarløv Johnsen estará presente na projecção.

 

Por fim, e embora sem a presença da realizadora, destaque para o filme Diário de uma busca, de Flávia Castro, às 20 horas no Centro Cultural Brasil- Moçambique

O filme conta a história do jornalista brasileiro Celso Castro, que foi encontrado morto no apartamento de um ex-oficial nazi, em 1984. A realizadora, filha de Celso, leva o público num viagem de suspense onde a vida e morte do homem, que a polícia afirma ter-se matado, é reconstruída.

A parceria estabelecida entre a Fundação PLMJ e o DOCKANEMA – Festival do Filme Documentário, que se manifestou na mostra “25 Frames por Segundo em Moçambique – Vídeos daColecção da Fundação PLMJ e de Artistas Moçambicanos”, apresentada em edições anteriores do festival, apresenta este ano a mostra das OBRAS SELECCIONADAS DO PRÉMIOFUNDAÇÃO PLMJ DE VÍDEO-ARTE DA CPLP, incluindo a vencedora desta iniciativa: “Between Moment – Red, Green, Black”, de Berry Bickle.

O Prémio, promovido com o apoio do Instituto Camões, resulta do lançamento de um concurso aberto a artistas nascidos ou residentes em países membros da CPLP, com periodicidade anual. Através da mostra das obras seleccionadas, parte integrante da programação DOCKANEMA, a vídeo-arte marca novamente presença no festival. O programa, a ser visionado no dia 13 de Setembro, inclui as obras “Lusoviventes”, de Fabiano Jota (Brasil),  “Between Moment – Red, Green, Black”, de Berry Bickle, “Dois Duas”, de Mariana Carrilho, “Fazer a Mala”,de Maimuna Adam, “80.000”, de David Aguacheiro e “Angústia”, de Mário Macilau (Moçambique).

A Fundação PLMJ, instituída pela sociedade de advogados PLMJ, A.M. Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice e Associados, em Lisboa, é uma das mais importantes instituições culturais de natureza privada em Portugal. Activa ao longo da última década, a Fundação PLMJ constitui uma colecção de arte de artistas portugueses contemporâneos, programa o seu próprio espaço expositivo e organiza exposições, livros e outros projectos. Recentemente, a sua acção alastrou-se aos membros da CPLP, desenvolvendo a Fundação um acervo deobras de artistas da CPLP e promovendo e patrocinando múltiplos projectos.

O GLM – Gabinete Legal Moçambique, membro da PLMJ International Network, promove a actividade da Fundação PLMJ em Moçambique. A mostra das OBRAS SELECCIONADAS DOPRÉMIO FUNDAÇÃO PLMJ DE VÍDEO-ARTE DA CPLP prolonga a actividade da Fundação PLMJ no domínio da vídeo-arte a Moçambique, contribuindo para a divulgação deste meio deexpressão no país e a divulgação de artistas moçambicanos a nível internacional.

O DOCKANEMA – Festival do Filme Documentário, este ano na sua 6ªa edição, exibe, de 9 a 18 de Setembro, mais de 80 filmes e diversas actividades culturais paralelas no Centro Cultural Franco-Moçambicano, Centro Cultural Brasil-Moçambique e no Teatro Avenida.

Para mais informações, contactar Rita Neves através do e-mail ritaneves90@gmail.com ou do tlm. 827881852

Para mais informação sobre a Fundação PLMJ:

http://www.fundacaoplmj.com

13 de Setembro, 18h

 

Centro Cultural Brasil-Moçambique,

 

Av. 25 de Setembro, nº 1728, Maputo

 

 

A 6º edição do Dockanema começou na sexta-feira, dia 9, com um tapete vermelho à porta do Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane. No seu discurso de abertura, Pedro Pimenta agradeceu a vinda de todos os que não quiseram perder o pontapé de partida de mais um festival de cinema documentário, em Maputo, acrescentando que, este ano, o festival tem uma variedade de temas e de olhares espalhados por 80 filmes das mais diversas origens.

“Quero também realçar a homenagem que, nesta edição, fazemos ao cineasta Ruy Guerra, e que não teria sido possível sem o precioso contributo de José Luís Cabaço”, acrescentou Pedro Pimenta.

O director do festival passou depois à apresentação do filme de abertura: A Nostalgia da Luz, de Patricio Gúzman, recordando uma frase do realizador: “Um país sem fotografias é como uma família sem fotografias”.

A Nostalgia da Luz passa-se, no Chile, mais precisamente no deserto de Atacama, onde a transparência do céu é de tal ordem que permite a astrónomos do mundo inteiro observar as estrelas e procurar extraterrestres. Paralelamente, o deserto de Atacama também é um lugar onde a secura do solo conserva intactos os restos humanos: das múmias, dos exploradores, dos mineiros e as ossadas dos presos políticos da ditadura. Ao lado dos astrónomos, mulheres mexem nas pedras, procurando os seus parentes desaparecidos.

Recorde-se que, entre 1973 et 1979, Patricio Gúzman realizou o seu primeiro filme, A Batalha do Chile, uma trilogia sobre o governo de Salvador Allende e sua queda. Foi o início de um caminho de notoriedade. A revista americana Cineaste considerou-o «um dos dez melhores filmes políticos do mundo».

Após o golpe de Estado do Pinochet, Gúzman ficou encarcerado durante duas semanas no estádio nacional chileno, e ameaçado de morte.

Já em liberdade, instalou-se depois em Cuba, e mais tarde em Espanha e França, onde continua a sua carreira de realizador de documentários.

Entre 2006 e 2010, realizou a Nostalgia de la Luz e cinco curta-metragens sobre a astronomia e a memória histórica. Patricio Gúzman é também fundador e presidente do Festival Internacional do Documentario de Santiago do Chile.

Homenagem a Ruy Guerra

 No sábado, a noite foi dedicada a Ruy Guerra com a projecção do filme Os Fuzis. Antes do filme houve, no entanto, tempo para um discurso emotivo do cineasta que, depois de uma ausência de 25 anos, veio a Moçambique de propósito a convite do Dockanema e do seu grande amigo, José Luís Cabaço, reitor da Universidade Técnica de Moçambique. “Voltar a Moçambique, depois de tantos anos de distância, requer uma vontade muito grande de enfrentar estas memórias felizes e dolorosas ao mesmo tempo”, disse, emocionando-se ao acrescentar que “sou moçambicano e nasci em Moçambique. Vivo em terras distantes, mas sempre como moçambicano. Não prestem tanta atenção às minhas palavras, mas oiçam as batidas do meu coração”.

Ruy Guerra recordou ainda o seu contributo no cinema moçambicano dizendo que “achei que a minha experiência podia valer ao país, sentia uma vontade política de celebrar um país novo através do cinema. Não parti com um sentimento de derrota porque o cinema moçambicano tornou-se uma referência para toda a África”.

Depois do seu discurso, que fez muitos dos presentes emocionarem-se, os seus três filhos, a sua biógrafa, o seu amigo José Luís Cabaço e o artista Naguib fizeram questão de o cumprimentar em palco. O pintor Naguib aproveitou a ocasião para lhe oferecer um quadro da sua autoria.

Após a projecção do filme, a festa continuou no bar Kampfumo, na estação dos Caminhos de Ferro, onde se cantaram músicas de Chico Buarque com letra de Ruy Guerra.

Segunda-feira com o Dockanema

 Amanhã (segunda-feira) no Dockanema, destaque para três filmes com a presença dos realizadores.

Pelas 14 horas, na Faculdade de Letras e Ciências Sociais, será projectado o filme

Los Dioses de Verdad Tienen Huesos. O filme passa-se na Guiné Bissau, um dos países mais pobres do mundo, onde os realizadores David Alfaro Simon e Belén Santos Osorio seguem crianças com graves problemas de saúde, que têm de ser evacuadas para a Europa para sobreviver. O dia-a-dia de cinco pessoas revela as complicações da realização destas evacuações que pioram quando, um dia, o Presidente e o Chefe de Estado-Maior General são assassinados e o país fica paralisado. Os protagonistas dão a conhecer a sua luta na sociedade guineense por um futuro, com um sorriso, algo que a priori parece impossível.

A realizadora Belén Santos Osorio estará presente no evento. Sendo formada em Comunicação pela Universidade Complutense de Madrid, trabalhou durante dez anos como produtora na Agência de Notícias TV Efe, em paralelo com a sua carreira no cinema, até que decidiu concentrar-se exclusivamente na sua carreira de roteirista e realizadora.

Por seu lado, David Alfaro é formado em jornalismo pela Universidade Complutense de Madrid, e em realização e roteiro para Cinema e Televisão pelo Instituto del Cine de Madrid. Realizou vídeos musicais, é poeta, dramaturgo, analista de roteiro e professor de roteiro.

 

O chileno Rodrigo Gonçalves esteve em Moçambique nos anos 80, altura em que realizou vários filmes, que são um retrato do país na época.

A 6º edição do Dockanema faz uma retrospectiva da sua obra, mostrando nove trabalhos neste festival. Amanhã, pelas 16 horas passarão três filmes no Teatro Avenida: Nkomati, o direito de viver em paz (1985), Pintores Moçambicanos (1986) e Papa Samora (1987), com legendas em português. Rodrigo Gonçalves estará presente na projecção.

 

Aboio passará pelas 20 horas no Centro Cultural Brasil – Moçambique, onde estará a realizadora brasileira, Marília Rocha.

No interior do Brasil, nas extensões semi-áridas, há homens que ainda hoje conservam hábitos antigos, como o costume de tanger o gado por meio de um canto. As suas vozes ecoam lamentos improvisados e sem palavras, que se prolongam pelos campos do sertão.

A realizadora Marília Rocha vive e trabalha em Belo Horizonte. É mestre em Comunicação Social e uma das fundadoras do núcleo Teia. Os seus primeiros filmes, Aboio (2005) e Acácio (2008), foram exibidos em festivais e mostras de cinema em diversos países, como MoMA – Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (EUA), É Tudo Verdade (Brasil), Festival de Roterdão (Holanda), Bafici (Argentiva), Festival de Guadalajara (México), Doclisboa (Portugal), entre outros. Nesta edição do Dockanema, passam os seus três filmes documentários, A Falta que me Faz (2009), Acácio e Aboio.

 

Sem a presença dos realizadores, mas com igual destaque, pelas 18 horas, no teatro Avenida, destaque para Mundialito, de Sebastián Bednarik, um documentário sobre um campeonato de futebol jogado pelos campeões do mundo, numa sociedade de terceiro mundo que vive sob uma ditadura: o Uruguai. Este filme traz à luz do dia algumas questões paralelas ao jogo, que contrastam com o espírito de solidariedade que caracteriza este tipo de competição. Sebastián Bednarik questiona a atitude da comunidade internacional face ao campeonato, a reacção da sociedade do Uruguai, a experiência dos actores sociais, políticos e desportivos ao participarem neste evento, o significado do jogo para as forças armadas, e muito mais num filme onde as estrelas do Mundialito contrastam com a miséria de uma sociedade que vive todos os dias na penumbra.

Sebastián Bednarik nasceu em 1975, no Uruguai. Desde 1993, esteve envolvido no teatro. Em 2005, co-fundou com Andres Varela, a Coral Films. Em 2007, terminou o seu primeiro documentário La Matinée e começou a filmar o seu segundo, Cachila. Cachila teve a sua estreia em 2008 nos cinemas e está no catálogo Efecto Cine, que se apresenta como uma plataforma profissional de exposição itinerante, projecto desenvolvido pela Coral Films. Em 2009, começa a realização do documentário de longa-metragem Mundialito.

Diário de uma busca, de Flavia Castro, conta a história do jornalista brasileiro Celso Castro, que foi encontrado morto no apartamento de um ex-oficial nazi, em 1984. A realizadora, filha de Celso, leva o público num viagem de suspense onde a vida e morte do homem, que a polícia afirma ter-se matado, é reconstruída.

Flávia Castro é roteirista e realizadora, alternando trabalhos de ficção e documentário, no Brasil e em França. Em Paris, trabalhou com vários documentaristas, como assistente de direcção a produtora executiva, muitas vezes escrevendo. Atualmente está finalizando o roteiro de longa metragem de ficção A memória é um Músculo da Imaginação.

Diário de uma Busca é a sua primeira longa metragem. O filme passará às 20 horas no teatro Avenida.

Antropologia visual

Aproveitando a mostra de videos de Vittorio de Seta no âmbito da programação do Festival Dockanema, o curso de Antropologia da Faculdade de letras e Ciências Sociais cria um momento de reflexão sobre a vertente do filme etnográfico envolvendo docentes/pesquisadores do Departamento de Arqueologia e Antropologia com trabalhos desenvolvidos na área de Antropologia Visual.

A atividade envolve uma mesa redonda com estes profissionais e visualização de videos de cunho etnográficos. Após forum de debate será projetada uma sequência de videos curta-metragens dirigidos pelo autor.

O debate conta com Esmeralda Mariano – Pesquisadora DAA, autora de Ciclo da Vida (em montagem) e Miguel Prista – docente cadeira de Antropologia Visual.
O evento acontecerá amanhã pelas 9 horas, no campus principal da Universidade Eduardo Mondlane, no anfiteatro 1502.

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