Arquivos para categoria: EVENTOS PARALELOS

 De 17 a 21 de Setembro – INAC| Oficinas de formação

O Dockanema, em parceria com o Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC) e com a Associação Moçambicana de Cineastas (AMOCINE), vai realizar um programa de oficinas de formação, dirigido por cineastas nacionais e internacionais, destinado a todos os interessados.

Domingo, 16

18h30 – INAC| Mostra Kuxa Kanema

Com o objectivo de valorizar o património cultural nacional, o Instituto Cultural Moçambique Alemanha (ICMA) fará o lançamento de um conjunto de filmes digitalizados do arquivo do INAC. Este processo, que resulta de uma parceria entre a Universidade Eduardo Mondlane e a Universidade de Bayreuth, comporta os episódios 1 a12 de Kuxa Kanema, e os filmes ‘’Mueda-MemóriaMassacre’’ e ‘’Canta Meu Irmão-Ajuda-me a Cantar’’.

Segunda, 17

18h00- FLCS-UEM| Debate

Após a exibição do filme ‘’African Women – A Journey for a Nobel Peace Prize’’, o centro de Coordenação dos Assuntos do Género (CeCaGe) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) debate a questão do género na Faculdade de Letras e Ciências Socias.

O filme éum road movieatravés doSenegal,uma longa e intensa viagempara apoiar acandidatura deMulheres Africanaspara oPrémio Nobel da Paz. Elas são as protagonistasinquestionáveis​​do documentário: fortes,incansáveis, sempre disponíveis, irónicas ealegres. Mais uma confirmação de que as mulherestêm vindo a desempenharum papel fundamental,tanto na vida diária,como nas actividades sociaise políticas doContinente Africano

Segunda, 17

14h00 – Escola de Comunicação e Artes| Conversa com a realizadora Ike Bertels

Ike Bertelsé uma realizadorae produtora de cinemaformadana BrusselsFilmschool(RITCS), em 1971, e desde então, tem vindo a fazerdocumentáriosno seu país natal e no estrangeiro.Fundoua IKE BertelsFILMPRODUCTIES/IBF em1985, uma produtora de cinema independente sedeada em Amesterdão, na Holanda. Ela tem uma relação histórica com Moçambique que iniciou na década de 1980. Elaborou uma trilogia de filmes que inicia em 1984, com Mulheres da Guerra, um filme que apresenta o testemunho de três mulheres moçambicanas que participaram na Luta Armada de Libertação Nacional – Mónica, Maria e Amélia. Uma década depois, Ike Bertels filmou Pensão da Guerrilha, actualizando a situação de vida das três protagonistas, que, agora, podem ser novamente revistas no filme Vovós da Guerrilha (2012).

Segunda, 17

18h00 – CCBM| Exposição de Fotografia

Grande Hotel, o emblemático edifício da cidade da Beira será apresentado na mesma noite, em duas perspectivas visuais: uma fotográfica, com a exposição de Mário Macilau, e outra cinematográfica, com a estreia internacional da longa-metragem ‘’Amanhecer a Andar’’, da realizadora portuguesa Sílvia Firmino.

Quarta, 19

16h00 – Teatro Avenida| Debate

O uso inapropriado da terra é uma das maiores causas de conflitos entre nativos e autoridades locais de Moçambique. Consciente dessa situação, a Justapaz, o Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC) e a Diagonal debatem a temática do uso e direito da terra em Moçambique, logo após a exibição do filme‘’A terra dos nossos avós’’, do realizador Fábio Ribeiro.

Quinta, 20

9h00 – UP-Lhanguene| Debate

Consciente dos problemas relacionados com a degradação do Meio Ambiente que marcam a actualidade, a Universidade Pedagógica (UP), no âmbito das suas Jornadas Científicas, exibe o filme ‘’Receitas para o Desastre’’. O encontro irá reunir estudantes, corpo docente e o Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC).

Quinta, 20

17h00 – Faculdade de Arquitectura-UEM| Conversa com Luís Lage e Paul Jenkins

A Faculdade de Arquitectura da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) propõe uma conversa em torno do filme‘’Sonhos Urbanos Africanos’’, da realizadora Noemie Mendelle. Trata-se de um documentário filmado em Moçambique, que retrata o esforço das famílias moçambicanas que investem na construção das suas casas. Ao mesmo tempo, surgem problemas sociais e políticos nas resoluções e nas ameaças do sonho destas famílias de possuírem habitação própria.

Sexta, 21

Das 09h00 às 12h00 – Universidade Politécnica| Jornada Profissional

Sob o tema ‘’Cinema digital, os recursos tecnológicos na sétima arte’’ realiza-se uma mesa redonda com os realizadores Ute Fiendler, Ike Bertels, Ana Matos, Toni Venturi, Riaan Hendricks e João Ribeiro para se discutirem as implicações da nova era digital no cinema. Este painel internacional traz experiências de vários cantos do mundo para o auditório da Universidade Politécnica de Maputo.

Sexta, 21

18h00 – ICMA| Nach der Mauer| Presença do realizador

O filme ‘’Nach der Mauer’’ ‘’ aborda a questão da reunificação da Alemanha, e do presente e futuro de moçambicanos contratados que viviam e trabalhavam na RDA. Sete protagonistas falam de suas vidas quotidianas; quatro que ficaram na Alemanha reunificada; e três que regressaram para as suas terras em Moçambique.

Peter Steudtner

Peter Steudtner, fotógrafo e videasta, vive entre Moçambique e Alemanha. Através do seu trabalho é facilitador para transformação não violenta de conflitos. Em 2008, fundou com Gregor Zielke e Rui Assubuji, a cooperativa panphotos.org, especializada na fotografia e videografia documental de carácter social e dedicada a projectos educativos e interculturais.

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De 12 a 18 de Setembro, em parceria com o Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual (INAC) e a Associação Moçambicana de Cineastas (AMOCINE), um ciclo de encontros destinados a profissionais e/ ou aspirantes, com a participação e intervenção de realizadores e outros profissionais convidados. Documentário: processos, métodos e formação.

Os encontros serão sempre no Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual (INAC) – Av. Agostinho Neto 960.

Segunda, 12
10h às 13h|Marília Rocha|Realizadora
“O Acaso e a e spera”
No processo de criação do documentário que papel desempenha o tempo? Como se integra a noção do tempo no processo de tomada de decisões fundamentais para a obra? Existe um tempo especifico ao processo de criação do documentário?

Marília Rocha (Brasil)

Marília Rocha vive e trabalha em Belo Horizonte. É mestre em Com. Social e uma das fundadoras do núcleo Teia. Seus primeiros filmes, Aboio e Acácio, foram exibidos em festivais e mostras de cinema em diversos países. A falta que me faz é seu terceiro longa-metragem.

Terça, 13
10h às 13h|Rodrigo Gonçalves|Realizador. Conversa com Guido Convents, Historiador
“Face a Historia”
Rodrigo Gonçalves viveu e filmou em Moçambique nos anos 80. O DOCKANEMA apresenta a totalidade da sua obra filmada em Moçambique.

Guido Convents

Historiador, co-director do Afrika Film Festival de Leuven (Bélgica) e Autor de uma vasta obra sobre cinema africano, entre outros o recém publicado Os Moçambicanos Perante o Cinema e o Audiovisual.

Pretende-se nesta sessão confrontar o documentário e a historia de uma sociedade e resgatar os elementos de uma História ainda por contar, baseadas nas memórias do cinema moçambicano deste período histórico para as próximas gerações de cineastas.

Rodrigo Gonçalves (Chile)

Estudou pintura e cinema no Chile e Suécia e trabalhou muitos anos em Moçambique.

Guido Convents (Bélgica)

Historiador e antropólogo, é um especialista em cinema não – ocidental. É autor de diversas obras sobre cinema africano.

Quarta, 14
10h às 13h | Lotte Stoops | Christine Bouteiller | Ditte Haarlov Johnsen
“O Documentarista no tratamento dos excluidos” Três realizadoras em contextos distintos: Moçambique, Camboja, Dinamarca. O que une os três filmes presentes no Dockanema, Grande Hotel – Lotte Stoops (filmado em Moçambique); Os Perdidos – Christine Bouteiller (filmado no Camboja ) e Homeless – Ditte Haarlov Johnsen (filmado na Dinamarca ), e o tratamento de situação de exclusão de grupos sociais.
Pretendemos debruçar-nos sobre a relação das cineastas com situações extremas de exclusão social e discutirmos aspectos relacionados com o distanciamento ético justo do documentarista face a tentação do miserabilismo e voyeurismo , frequente no documentário destinado a cadeias de televisão.

Lotte Stoops (Bélgica)
Depois de estudar história da arte e ciências dramáticas, Lotte criou vários trabalhos para o teatro. Ela reúne a sua experiência e engajamento social na realização de documentários. Ela está actualmente a preparar o documentário Mammalia mia.

Christine Bouteiller (França)
Realizou seu primeiro filme em 2001. La Lune à l’envers: 14/18 Les derniers témoins (2001); Femmes de l’Ombre (2002); Les Crimes de la Belle Epoque (2003) são alguns dos filmes que realiza. Os Perdidos é seu último filme documentário.

Ditte Haarløv Johnsen (Dinamarca)
Cresceu em Maputo, Moçambique. Desde 2001 está baseada na Dinamarca. Fez uma tourné internacional com seu filme One Day e orientou workshops de cinema e fotografia em Moçambique, Síria e Dinamarca. Estudou na Dinamarca e no Canadá, e já expôs as suas fotografias em todo o mundo.

Quinta, 15
10h às 13 | Susana Guardiola Lapuente – Realizadora – Belen Santos – Realizadora
“ Documentário e Desenvolvimento”
As duas realizadoras apresentam seus filmes no Dockanema. Vozes de Moçambique – Susana Guardiola Lapuente e Francoise Polo e Los dioses de verdad tienen huesos – Belén Santos e David Alfaro Simon.
O financiamento do documentário sobretudo em e/ou relacionado com África depende muito do financiamento de sistemas de cooperação para o desenvolvimento .A partir dos dois casos, pretende-se reflectir sobre este estado de coisas e suas possíveis implicações nos processos de criação do documentário.Esta sessão e complementada com a problemática da formação na área do cinema e audiovisual em Moçambique , baseado na oficina “ Olhares Para o Territorio” realizado em Moçambique .

Susana Guardiola (Espanha)
Directora, roteirista e produtora, tem uma licenciatura em Comunicação e um Mestrado em documentário criativo. Há muitos anos que trabalha produzindo, escrevendo ou no desenvolvimento de filmes documentários de longa-metragem, com Bausan Films e Mallerich Films. Vozes de Moçambique é o primeiro documentário de longa-metragem que ela escreveu, dirigiu e produziu.

Belén Santos Osorio (Espanha)
Durante dez anos trabalhou como produtora na Agência de Notícias TV Efe, em paralelo com a sua carreira no cinema, ate decidir concentrar-se exclusivamente na sua carreira de roteirista e direcção.

Sexta, 16
10h às 11h30 | Dominique Young – Commissioning Editor do canal de TV Al Jazzera
“Al Jazeera: Potêncial parceiro para o documentário?”
O Canal de Televisão Al Jazeera do Qatar destaca-se pelo seu envolvimento na produção e difusão de documentários destinados em prioridade a públicos televisivos, e criou o Al Jazeera Documentary Film Festival.Em Moçambique, pretende informar-se sobre o estagio actual do Documentário, tomar conhecimento de projectos existentes e/ou em curso e explicar aos participantes quais as temáticas e formatos que interessam ao canal.Disponibiliza-se para encontros “One on One” com cineastas que tenham projectos concretos que desejam suscitar o interesse do canal Al Jazeera.

Dominique Young (Qatar – UK)
Dominique Young, é uma produtora da Al Jazeera – Inglaterra e  responsável pelo desenvolvimento de documentários especiais de televisão, no programa “Witness”,

11.30h às 13h |Rough Cut | Noemie Mendelle | Directora no Scottish Documentary Institute (UK)
A partir de exemplos concretos, Noemie Mendelle , ira indicaro que faz com que no estagio da edição , documentário mude de rumo e se torne interessante para o publico. O papel da edição na construção do documentário.

Noemie Mendelle (UK)
Noemi Mendelle licenciou-se em Sociologia. Dirigiu e produziu mais de 25 filmes. O seu filme, Âe Fellini, Iâm a born liarâe (2002), venceu vários prémios e foi nomeado para Melhor Documentário Europeu. Noemie vive em Edimburgo e divide o seu tempo entre a produção e promoção de documentários com o Scottish Documentary Institute e a direcção do Departamento de Filme e Televisão no Edinburgh College of Art (ECA).

Sábado, 17
10h as 13h | Rough Cut | Noemie Mendelle | Directora no Scottish Documentary Institute (UK)
continuação de sexta, dia16.

Os encontros serão sempre no Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual (INAC) – Av. Agostinho Neto 960.

Caros Amigos e Amantes da Cultura e Arte

O ICMA convida ao concerto de Emmanuel Jal na Segunda-Feira, dia 12 de Setembro às 19.00 horas no CCFM.

Emmanuel Jal nasceu, na região sul do Sudão. Nos inícios dos anos 80 foi feito criança-soldado. Porém, ele conseguiu sobreviver e, hoje é um artista mundialmente aclamado na arena musical do HIP HOP, com o seu estilo ímpar. Suas mensagens são de paz e reconciliação e, são frutos do seu passado. Esta tónica está patente no seu novo single We Want Peace.
As aparições Live de Emmanuels Jal incluíram Live 8 e o Concerto por ocasião do 90º aniversário de Nelson Mandela

No âmbito do dockanema: Filme “Warchild”
11 de Setembro de 2011, às 18:00 horas no CCFM
Entrada Livre!
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12 de Setembro de 2011, às 19:00 horas no CCFM
Concerto
Ingresso: 200Mt / 100 Mt < 27 anos

No âmbito da 5ª Edição do DOCKANEMA, o grupo musical TP50 ap­resenta hoje, dia 18 de Setembro, sábado, pelas 21h, no Centro Cultural Franco Moçambicano, o espectáculo “TP50 Toca e Canta Tom Jobim”. O grupo que desde o seu começo procura fazer uma ponte entre a universalidade da poesia da Bossa Nova e a realidade Moçambica­na, vai interpretar 19 temas do reportório de António Carlos Jobim, incluindo algumas das suas mais famosas músicas, como “Águas de Março”, “Garota de Ipanema”, “Luiza”, “Teresa da Praia”, “Wave”, entre outros.

NO ÂMBITO DO DOCKANEMA, SESSÃO ESPECIAL DE PROJECÇÃO DE “MY NEIGHBOR, MY KILLER” (“MEU VIZINHO, MEU ASSASSINO”) DE ANNE AGHION, DIA 17 SETEMBRO (SEXTA FEIRA) ÀS 17H30, NO AUDITÓRIO DO CENTRO CULTURAL FRANCO-MOÇAMBICANO, SEGUIDA DE UMA MASTERCLASS COM A REALIZADORA.

My Neighbor, My Kiler

Anne Aghion, EUA/França, 2009, 80′

Poderia perdoar a quem massacrou a sua família? Em 1994, centenas de milhares de Hutus Ruandeses foram incitados a eliminar a minoria Tutsi do país. Da capital super povoada à aldeia mais pequena, “patrulhas” locais massacraram amigos de uma vida inteira e familiares, muitas vezes com catanas e armas improvisadas. Anunciados em 2001, o Governo instalou os Tribunais Gacaca – tribunais ao ar livre com cidadãos como juízes incumbidos de julgar seus vizinhos e ajudar a reconstruir a nação. Como parte dessa experiência de reconciliação, assassinos confessos são libertados das cadeias e enviados para casa, enquanto sobreviventes traumatizados são solicitados a perdoa-los e a viver lado a lado.

Filmado durante quase uma década numa pequena aldeia, a cineasta premiada Anne Aghion revela-nos o impacto dos tribunais Gacaca nos sobreviventes e perpetradores. Através do seu medo e cólera, acusações e defesas, verdades incompletas, tristezas inconsoláveis e esperança de vida renovada, ela capta a viagem emocional da coexistência.

ANNE AGHION

Biografia

Como realizadora, Anne Aghion tem sido atraída para lugares como o Ruanda rural, os campos de gelo da Antárctica, e as favelas de Managua. Ela foi aclamada pela crítica, tanto como realizadora possuidora da uma visão única e poética, como documentarista que transmite um forte sentido das pessoas e dos lugares com que toma contacto. O seu trabalho valeu lhe vários prémios, destacando-se o Prémio Fellini da UNESCO, uma bolsa Guggenheim, um Emmy Award e o Human Rights Watch International Film Festival’s Nestor Almendros Award for courage in Filmmaking.

 Filmografia

(2009) My Neighbor, My Killer
(2009) The Notebooks of Memory
(2008) Ice People
(2004) In Rwanda We Say… The Family That Does Not Speak Dies
(2002) Gacaca, Living Together Again in Rwanda?
(1996) Se le movió el piso: un retrato de Managua

O cinema digital é não somente uma revolução tecnológica, mas também uma revolução mercadológica.

Encontro profissional sobre a viabilidade da implantação de uma rede de salas de cinema digital em Moçambique

16 de Setembro 2010

Hotel Rovuma

Maputo – Moçambique

(RESERVADO A CONVIDADOS)

APRESENTAÇÃO

O cinema digital tem se caracterizado pela condição de incomodar a todos. É o elefante que pretende quebrar todas as louças e todos os cristais da loja. (…) Este clima cria mitos e lendas difíceis de esclarecer porque, atingindo apenas a superficialidade das questões, fogem do facto de que as mudanças são muito mais intensas do que comummente se imagina. Não é uma simples mudança em que se retira um projector e se coloca outro. É uma profunda transformação, como já ocorreu em diversos sectores da vida quotidiana.”

Luís Gonzaga Assis de Luca

A Hora do Cinema Digital 

A indústria de cinema no mundo inteiro vem passando nos últimos anos por um momento de transição. A troca do projector em película 35 mm para a exibição digital é considerada pelos profissionais do sector algo tão importante quanto a inserção do som e da cor nos filmes no início do século XX.

Em muitos países, essa novidade tem impactado directamente a economia do sector audiovisual, aumentando as vendas nas bilheteiras e impulsionando toda a cadeia produtiva.

Presentemente, Moçambique vive uma situação bastante dramática no seu sector de difusão audiovisual. Além de uma presença maciça e quase indissolúvel da pirataria, o país que já teve cerca de 200 salas de cinema, hoje tem apenas 3 (três) funcionando regularmente e sendo operadas de forma comercial. As 3 salas pertencem ao grupo português Lusomundo que com raras excepções exibem filmes americanos de mainstream e sucessos do cinema português.

Além destas 3 salas que são operadas com os quase obsoletos projectores 35 mm, o INAC (Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema) estima que existam outros 5 mil espaços de exibição informal no país. Em áreas muito pobres, existem as chamadas “Casas de Filmes”, onde o proprietário que dispõe de um aparelho de televisão de 21’’ ligado a um aparelho de DVD, promove sessões diárias em DVD pirata e cobra ingresso a quem deseja assistir. Além desses espaços, há também exibições informais de filmes – em DVD pirateado – em universidades, centros culturais e centros comunitários.

Estima-se que os vários canais de TV existentes no país obram um universo de cerca de 3 milhões de habitantes. NB: Não existem dados estatísticos fiáveis.

 Para uma população de aproximadamente 20,4 milhões de habitantes e crescimento demográfico de 2,4% em média, os níveis de acesso a informação, educação e entretenimento que potencialmente podem ser veiculados por esses meios são extremamente limitados. O seu impacto sobre o desenvolvimento humano dos moçambicanos é limitado à divulgação de modelos e padrões socioculturais estranhos.

Não existe, nenhuma opção de sala de cinema comercial, com conteúdo variado, independente e de arte como filmes europeus, de outros continentes e inclusive africanos. Os filmes feitos em Moçambique hoje não dispõem de locais para serem exibidos comercialmente em seu próprio país, portanto não chegam até seu público primário, e consequentemente não geram receitas dentro de seu mercado.

 Visando a reestruturação e fortalecimento da indústria e do mercado de cinema em Moçambique, propomos a realização de um estudo de viabilidade para a implantação de uma rede de cinemas digitais no país. O estudo deverá abordar todos os aspectos económicos, sociais e tecnológicos envolvidos no cenário investigado pelo estudo, a fim de apresentar possíveis soluções de tecnologia e modelo de negócios condizentes com a realidade do país para a viabilização da rede que deverá impulsionar toda a sua indústria audiovisual.

 Como já aconteceu em outros países, uma rede de cinemas digitais pode proporcionar não apenas a modernização e padronização da projecção em salas de cinema, como também garantir uma maior variedade e quantidade de conteúdos audiovisuais. A revolução provocada pelo cinema digital é viabilizada graças a uma sensível redução de custos na distribuição e exibição dos filmes, o que tem ajudado a impulsionar a distribuição das produções independentes e a aumentar o número das salas de cinema no mundo todo.

 Para além dos impactos conhecidos que os conteúdos audiovisuais exercem sobre o desenvolvimento humano de uma sociedade, acreditamos estarmos perante uma oportunidade de negócio de tipo novo numa economia sustentável.

OBJECTIVOS DO ENCONTRO

  1. Divulgar em Moçambique experiências e perspectivas desenvolvidas no uso do cinema digital
  2. Analisar a situação actual do mercado de difusão em Moçambique
  3. Fornecer informações sobre o estágio de desenvolvimento tecnológico (rede de fibra óptica das Telecomunicações de Moçambique)
  4. Auscultar sensibilidades sobre a viabilidade da implementação de uma rede de cinema digital em Moçambique
  5. Esboçar perspectivas de uma economia sustentável para a actividade
  6. Divulgar o estágio actual do estudo em curso.

PARTICIPANTES

  • Especialistas do Cinema Digital de Brasil e Portugal
  • Especialistas das Telecomunicações de Moçambique
  • Instituições Financeiras
  • Governo
  • Representantes da exibição em Moçambique
  • Representantes dos parceiros da Cooperação Internacional
  • Outros convidados

À semelhança do ano passado, no âmbito do DOCKANEMA a Fundação PLMJ, em parceria com a AVÍDEOARTE – Associação de Vídeo-arte de Moçambique, promove o evento 25 Frames por Segundo – Vídeos da Colecção da Fundação PLMJ e de Artistas Moçambicanos, que inaugura amanhã, dia 14 de Setembro às 20h, no Centro Cultural Brasil Moçambique em Maputo, onde estará patente até 19 de Setembro. 

 O programa deste ano compõe-se de uma selecção de obras de artistas portugueses e moçambicanos emergentes, de entres os quais se destacam Pedro Barateiro e Rita Sobral Campos ou David Aguacheiro, Idélio Vilankulos e Mário Macilau, a par de uma obra da jovem cineasta portuguesa Raquel Schefer. Complementa esta programação um conjunto de documentários acerca de artistas contemporâneos internacionais pertencentes à Colecção de Autores da VÍDEOBRASIL. Reunindo perspectivas locais e globais e cruzando o imaginário e o real, esta mostra traça uma significativa panorâmica das recentes tendências da arte produzida em vídeo.

  

O Programa do evento inclui ainda um Workshop de Videoarte, nos dias 16 e 17 de Setembro, dirigido a jovens artistas e estudantes de artes visuais.  A primeira sessão que terá lugar no Centro Cultural Brasil Moçambique será ministrada pela cineasta Susana de Sousa Dias e pretende explorar o domínio da videoarte através das obras produzidas pelos artistas moçambicanos e de obras significativas da colecção da Fundação PLMJ. Esta primeira sessão necessita inscrição antecipada. A segunda sessão será uma mesa redonda/discussão sobre videoarte e terá lugar no Auditório da Universidade Eduardo Mondlane. Como moderadores da mesa redonda temos confirmados Jorge Dias, Gemuce, Maimuna Adamo e Aladino Jasse, para além de alguns dos artistas moçambicanos que integram o programa do 25 Frames por segundo. A sessão será iniciada com a projecção de uma selecção de vídeos da Colecção da Fundação PLMJ e de artistas moçambicanos. Esta segunda sessão será aberta ao público em geral e não demanda inscrição.

 

WORKSHOP  DE  VIDEOARTE

 16 setembro, 10h às 13h

Centro Cultural Brasil Moçambique

 Susana de Sousa Dias explora alguns dos vídeos produzidos em Moçambique, lançando a discussão sobre formatos e conteúdos deste novo tipo de linguagem, actualmente uma das mais significativas expressões de arte contemporânea.

 Inscrições necessárias através de Rita Neves 827881852  ou rdnv@plmj.pt

  

17 setembro, 10h às 12h30

Auditório da Universidade Eduardo Mondlane

 Aladino Jassé (Moçambique)

Gemuce (Moçambique)

Jorge Dias (Moçambique)

 Maimuna Adam (Moçambique)

 Susana de Sousa Dias (Portugal)

 Juntam-se para uma mesa redonda que discute “Videoarte – o que é” e a produção nacional.

Globalidade versus identidade: reflexões sobre a sua génese, contexto e influência para o entendimento do cinema contemporâneo

O DOCKANEMA em parceria com a Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) organiza, entre os dias 13 e 15 de Setembro, o Simpósio Internacional: Para uma História do Cinema em Moçambique, com o tema “Globalidade versus identidade: reflexões sobre a sua génese, contexto e influência para o entendimento do cinema contemporâneo”, reunindo um conjunto de investigadores especializados em temas relacionados com a imagem, a história e a produção de cinema em Moçambique, com contribuições provenientes de vários países com destaque para a Bélgica, Brasil, Inglaterra, Alemanha e Portugal.  

 

Local: Auditório 1502 – Faculdade de Letras das Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane

Horário: Das 10.30 às 14.00h horas durante os 3 dias.

Primeiro Dia: 13 de Setembro de 2010

Sessão de Abertura do Simpósio:

Director da FLCS – UEM Armando Jorge Lopes 

Director do Festival Dockanema Pedro Pimenta

Painel: Dos pioneiros do cinema à resistência política 

Moderador: Nataniel Ngomane

Oradores:

Guido Convents: 

Analisa os primórdios do cinema em Moçambique desenvolvendo uma intervenção sobre as imagens em movimento numa perspectiva histórica, económica, política e de propaganda.

Margaret Dickinson

Apresenta do filme BEHIND THE LINES, realizado nas zonas libertadas da FRELIMO, que se tornou um documento operativo para perceber as dimensões sócio-políticas da oposição interna moçambicana à presença colonial portuguesa.

Filme:

BEHIND THE LINES, Margaret Dickinson, 1971, 53’

 

Segundo Dia: 14 de Setembro de 2010

Painel: Imagens em movimento como acto de cultura e vanguarda

Moderador: Nataniel Ngomane

Oradores:

Ros Gray

Ros Gray cartografa como é que a experiência do cinema em Moçambique gerou conceitos, estéticas e estratégias novas. Também perspectiva interconexões entre a prática cinematográfica, políticas nacionais e internacionais das imagens em movimento e entre a política anti-colonial e a teoria cultural.

Catarina Simão

Com o projecto Fora de Campo propõe olhar o Arquivo de Cinema de Moçambique através das práticas materiais, simbólicas e políticas da sua própria estrutura de memória. Defende que a estrutura que sustenta os filmes da propaganda oficial socialista, lutando contra os efeitos do imperialismo, é simultaneamente o depósito de experiências humanas e de interferências políticas que interessa relacionar.

Terceiro Dia: 15 de Setembro de 2010

Painel: Apontamentos para uma cinematografia moçambicana

Moderador: Nataniel Ngomane

Oradores: 

Alessandra Meleiro

Expõe experiências de publicação de pesquisas sobre diversas cinematografias em redor do mundo e perspectivas de viabilização de um projecto semelhante relativo ao cinema em Moçambique. 

Sílvia Vieira

Através da recolha, sistematização e análise de dados relativos aos filmes produzidos e entrevistas realizadas aos principais cineastas e produtores moçambicanos, oferece-se uma perspectiva acerca do percurso do cinema entre 1975 e 2010.

Drew Thompson

Reflecte sobre a cultura visual moçambicana (fotografia e cinema), numa perspectiva de análise dos movimentos de libertação, independência e pós-lutas em termos de movimentos e políticas de identidade.

Filme:

CINEMA MOÇAMBICANO – Assim estamos livres – 1975/2010, Sílvia Vieira, 16’, 2010

Eventos Paralelos DOCKANEMA

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