Maputo, 13 de Setembro – O maior festival de cinema moçambicano arranca amanhã, em Maputo, contando com a presença do ministro da Cultura, Armando Artur, que irá presidir a cerimónia de abertura do 7.º Dockanema.

A partir de amanhã, e durante 10 dias, a capital moçambicana será o palco mundial do cinema documentário, com o início da 7.ª edição ininterrupta do Dockanema, Festival do Filme Documentário, que tem como filme de abertura a ante-estreia mundial do documentário Vovós da Guerrilha, Como viver neste mundo, da realizadora holandesa Ike Bertels.

Agendada para as 19 horas, a cerimónia de abertura do evento, que se irá desenrolar no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, será presidida pelo ministro da Cultura de Moçambique, Armando Artur.

Igualmente presente na sessão estará Ike Bertels, que irá apresentar pela primeira vez o filme Vóvos da Guerrilha, uma longa-metragem que tem como protagonistas três mulheres moçambicanas que participaram na Luta Armada de Libertação Nacional.

Numa verdadeira odisseia, que percorre a história de Moçambique desde o seu período de independência, até à actualidade, o filme de Ike Bertels encerra uma trilogia iniciada em 1984, com Mulheres da Guerra, e continuada em 1994, com o documentário Pensão de Guerrilha.

O testemunho de Mónica, Maria e Amélia, as três protagonistas da trilogia, representa um património audiovisual único, que estabelece uma ponte para realidade histórica e social de Moçambique das últimas quatro décadas.

Repleto de imagens e declarações apaixonantes, o filme Vovós da Guerrilha promete captar a atenção e a simpatia do público moçambicano, que, ao longo do festival, poderá tomar contacto com a trilogia completa da autora, através do Ciclo Ike Bertels.

Este é o primeiro ano que Pedro Pimenta, fundador e curador do Dockanema, não está envolvido directamente na produção executiva do festival. Esta função está a cargo da Cine Internacional, uma empresa moçambicana especializada em produções cinematográficas, com experiência de produção em vários países do continente africano.

A empresa assumiu a produção executiva do Dockanema com o objectivo de dar continuidade ao trabalho profissional que foi conduzido, anteriormente, por Pedro Pimenta. Este ano, Pimenta assumiu as funções de direcção artística e curadoria dos filmes e temáticas, enquanto a produção e organização do festival ficou sob a alçada da Cine Internacional.

Presente no mercado moçambicano há cinco anos, a empresa conta no seu portefólio, não apenas trabalhos realizados em Moçambique, mas também em todo o continente africano.

Uma parceria estabelecida com uma emissora de TV para formar uma equipa qualificada de profissionais moçambicanos foi o mote para o início da actividade da produtora. Assim, montou-se uma equipa de 25 profissionais brasileiros e mais de 100 moçambicanos. Desta troca de experiências, resultou a criação da mini-série “N’Txuva – Vidas em Jogo”, a primeira telenovela produzida em Moçambique. Actualmente, a empresa está a produzir uma série televisiva que contará a vida de 15 presidentes africanos.

Com uma programação de mais oito dezenas de filmes, entre curtas e longas-metragens, que serão exibidas no Centro Cultural Franco-Moçambicano,  no Centro Cultural Brasil-Moçambique, no Teatro Avenida e na Faculdade de Letras e Ciências Sociais, o Festival Dockanema decorre até ao dia 23 de Setembro, em Maputo.

Gab. Imprensa / 7.ºDockanema – Festival do Filme Documentário

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Benilde Matsinhe

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