Dockanema regressa em Setembro a Maputo

 O Dockanema – Festival do Filme Documentário regressa em Setembro à capital moçambicana, com retratos actualizados do universo de produções nacionais e internacionais do cinema documental. Na sua 7.ª edição, o evento reafirma o seu comprometimento social, propondo uma programação repleta de conteúdos de excelência.

Entre os dias 14 e 23 de Setembro, Maputo recebe novamente o mais conceituado evento do seu género realizado em Moçambique. Com um cartaz composto por cerca de 80 títulos, entre curtas e longas-metragens, o Festival do Filme Documentário (Dockanema) foca, nesta sua 7.ª edição ininterrupta, atenções nas temáticas sociais que vêm pautando a actualidade nacional e internacional, nos últimos anos.

Liderada por Pedro Pimenta, fundador do festival, a organização sugere três ciclos de documentários – nos quais serão destacados filmes de um realizador internacional  e dois temas específicos –  e três secções, denominadas por ´Sal da Terra` – de autores moçambicanos ou temáticas relacionadas com Moçambique -, ´Janela Aberta` – falados e/ou com legendas em Português –  e ´Original Docs` – com legendas em Inglês.

Como já vem sendo habitual, o Dockanema propõe ainda a todos os curiosos da arte do cinena documental os chamados ´Programas Paralelos`, que se irão desenrolar em três diferentes instituições de ensino: Universidade Politécnica, Universidade Pedagógica e Escola Portuguesa de Maputo.

Os palcos de exibição das fitas escolhidos para esta edição são o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), o Teatro Avenida, o Centro Cultural Brasil-Moçambique e a Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS).

Sete anos de Dockanema

Sete anos depois da sua primeira edição, o festival Dockanema apresenta-se hoje como um incontornável marco na relação de Moçambique com o cinema documentário. Desde o período de independência, o género documental tem sido o que mais se evidencia em termos das produções cinematográficas realizadas no país, facto este que esteve subjacente às motivações que ditaram a criação do Dockanema.

Em 2006, na sua mensagem de apresentação pública do evento, Pedro Pimenta sublinhou a importância do documentário enquanto “utensílio de educação e de socialização” para o povo moçambicano, afirmando o compromisso do Dockanema com a divulgação das produções realizadas em Moçambique. Ao longo dos últimos sete anos, passaram pelas telas do evento cerca de uma centena de filmes produzidos ou rodados em território nacional, o que comprova a importância do Dockanema na difusão do cinema documental moçambicano.

Em termos de produções internacionais, contam-se perto de 400 documentários exibidos, filmes estes que têm permitido ao público do Dockanema tomar contacto com a realidade social, económica, ambiental ou até desportiva de países dispersos pelos cinco continentes.

Paralelamente, a realização do festival tem potenciado a vinda de realizadores internacionais a Moçambique, destacando-se neste campo a visita do moçambicano Ruy Guerra – homenageado pelo Dockanema em 2011 – ao país, depois de três décadas de ausência.

Com esta carga histórica, o Festival Dockanema chega à maturidade da sua 7.ª edição, que se irá realizar entre os dias 14 a 23 de Setembro, em Maputo. Incontornavelmente, um evento a não perder.