The One Minutes Jr é uma iniciativa da Unicef que terá lugar amanhã, às 16 horas, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, com a projecção de 20 filmes de um minuto, produzidos por crianças entre os 12 e os 15 anos, do distrito de Chibuto.

As crianças tiveram uma formação de cinco dias, dada por profissionais vindos de Nova Iorque, e fizeram os seus filmes sob o tema Educação.

À mesma hora, mas no teatro Avenida, passará Os Perdidos (Les Égarés), de Christine Bouteiller, sobre os sobreviventes de 30 anos de guerra no Cambodja.
Recorde-se que, em 1992, 380 mil refugiados foram repatriados dos campos da fronteira tailandesa e instalados numa aldeia construída pela Nações Unidas. “Os que ficaram” viram chegar com desconfianca estas famílias, apos 13 anos de exílio, como uma ameaça para suas terras e equilíbrio. Chamaram-lhes “os perdidos”, nome que carregam até hoje.
Inicialmente editora, Christine Bouteiller realizou seu primeiro filme em 2001.
La Lune à l’envers: 14/18 Les derniers témoins (2001); Femmes de l’Ombre (2002); Les Crimes de la Belle Epoque (2003) são alguns dos filmes que realizou. Os Perdidos (Les Egarés) é seu ultimo filme documentário, fruto de uma longa reflexão sobre a história e o futuro dos antigos refugiados, e sobre a sociedade cambodjana de hoje.
A realizadora estarará presente em ambas as projecções e estará aberta a dar entrevistas aos jornalistas.

Às 18 horas, no Centro Cultural Brasil Moçambique, será projectado o filme Acácio, da brasileira Marília Rocha.

Depois de trinta anos vivendo em Angola, o etnólogo português Acácio Videira e sua esposa, Maria da Conceição, mudam-se para o Brasil, trazendo na bagagem um extenso registro material da vida dos povos angolanos e dos colonos portugueses. Entrelaçando lembranças, imagens e relatos pessoais, o filme Acácio empreende uma jornada afectiva ao passado do casal, ao mesmo tempo em que reconstitui os laços históricos e políticos dos três países em que viveram.

Da mesma realizadora, será projectado às 18 horas, na Faculdade de Letras e Ciências Sociais, com entrada livre, o filme a Falta que me Faz, um filme sobre um grupo de meninas que vive o fim da juventude e, através de conversas, obrigações e prazeres quotidianos, encontra uma maneira particular de contornar a solidão e enfrentar as incertezas de um futuro próximo. Durante um inverno, rodeadas pela Serra do Espinhaço, um grupo de meninas passa pela nostlagia de quem se despede da juventude, e abre os braços à idade adulta, num romantismo que deixa marcas nos seus corpos e na paisagem que as rodeia.

A realizadora Marília Rocha vive e trabalha em Belo Horizonte. É mestre em Comunicação Social e uma das fundadoras do núcleo Teia. Os seus primeiros filmes, Aboio (2005) e Acácio (2008), foram exibidos em festivais e mostras de cinema em diversos países, como MoMA – Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (EUA), É Tudo Verdade (Brasil), Festival de Roterdão (Holanda), Bafici (Argentiva), Festival de Guadalajara (México), Doclisboa (Portugal), entre outros. Nesta edição do Dockanema, passam os seus três filmes documentários, A Falta que me Faz (2009), Acácio e Aboio.

Em ambas as projecções, estará presente a realizadora, aberta a dar entrevistas à imprensa.

Homeless é apresentado pela realizadora Ditte Haarløv Johnsen, às 20 horas no Centro Cultural Franco Moçambicano. O filme segue três jovens amigos da ex-colónia dinamarquesa da Groenlândia, na sua luta para sobreviver nas ruas de Copenhague. Para Norto, Emil e Nuka, a auto-destruição tornou-se um meio de sobrevivência, mas cada um abriga o seu próprio sonho de sair. Norto quer ir para casa. Emil quer ficar limpo. A fuga de Nuka é mais decisiva e final.
A realizadora Ditte Haarløv Johnsen estará presente na projecção.

 

Por fim, e embora sem a presença da realizadora, destaque para o filme Diário de uma busca, de Flávia Castro, às 20 horas no Centro Cultural Brasil- Moçambique

O filme conta a história do jornalista brasileiro Celso Castro, que foi encontrado morto no apartamento de um ex-oficial nazi, em 1984. A realizadora, filha de Celso, leva o público num viagem de suspense onde a vida e morte do homem, que a polícia afirma ter-se matado, é reconstruída.