De 12 a 18 de Setembro, em parceria com o Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual (INAC) e a Associação Moçambicana de Cineastas (AMOCINE), um ciclo de encontros destinados a profissionais e/ ou aspirantes, com a participação e intervenção de realizadores e outros profissionais convidados. Documentário: processos, métodos e formação.

Os encontros serão sempre no Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual (INAC) – Av. Agostinho Neto 960.

Segunda, 12
10h às 13h|Marília Rocha|Realizadora
“O Acaso e a e spera”
No processo de criação do documentário que papel desempenha o tempo? Como se integra a noção do tempo no processo de tomada de decisões fundamentais para a obra? Existe um tempo especifico ao processo de criação do documentário?

Marília Rocha (Brasil)

Marília Rocha vive e trabalha em Belo Horizonte. É mestre em Com. Social e uma das fundadoras do núcleo Teia. Seus primeiros filmes, Aboio e Acácio, foram exibidos em festivais e mostras de cinema em diversos países. A falta que me faz é seu terceiro longa-metragem.

Terça, 13
10h às 13h|Rodrigo Gonçalves|Realizador. Conversa com Guido Convents, Historiador
“Face a Historia”
Rodrigo Gonçalves viveu e filmou em Moçambique nos anos 80. O DOCKANEMA apresenta a totalidade da sua obra filmada em Moçambique.

Guido Convents

Historiador, co-director do Afrika Film Festival de Leuven (Bélgica) e Autor de uma vasta obra sobre cinema africano, entre outros o recém publicado Os Moçambicanos Perante o Cinema e o Audiovisual.

Pretende-se nesta sessão confrontar o documentário e a historia de uma sociedade e resgatar os elementos de uma História ainda por contar, baseadas nas memórias do cinema moçambicano deste período histórico para as próximas gerações de cineastas.

Rodrigo Gonçalves (Chile)

Estudou pintura e cinema no Chile e Suécia e trabalhou muitos anos em Moçambique.

Guido Convents (Bélgica)

Historiador e antropólogo, é um especialista em cinema não – ocidental. É autor de diversas obras sobre cinema africano.

Quarta, 14
10h às 13h | Lotte Stoops | Christine Bouteiller | Ditte Haarlov Johnsen
“O Documentarista no tratamento dos excluidos” Três realizadoras em contextos distintos: Moçambique, Camboja, Dinamarca. O que une os três filmes presentes no Dockanema, Grande Hotel – Lotte Stoops (filmado em Moçambique); Os Perdidos – Christine Bouteiller (filmado no Camboja ) e Homeless – Ditte Haarlov Johnsen (filmado na Dinamarca ), e o tratamento de situação de exclusão de grupos sociais.
Pretendemos debruçar-nos sobre a relação das cineastas com situações extremas de exclusão social e discutirmos aspectos relacionados com o distanciamento ético justo do documentarista face a tentação do miserabilismo e voyeurismo , frequente no documentário destinado a cadeias de televisão.

Lotte Stoops (Bélgica)
Depois de estudar história da arte e ciências dramáticas, Lotte criou vários trabalhos para o teatro. Ela reúne a sua experiência e engajamento social na realização de documentários. Ela está actualmente a preparar o documentário Mammalia mia.

Christine Bouteiller (França)
Realizou seu primeiro filme em 2001. La Lune à l’envers: 14/18 Les derniers témoins (2001); Femmes de l’Ombre (2002); Les Crimes de la Belle Epoque (2003) são alguns dos filmes que realiza. Os Perdidos é seu último filme documentário.

Ditte Haarløv Johnsen (Dinamarca)
Cresceu em Maputo, Moçambique. Desde 2001 está baseada na Dinamarca. Fez uma tourné internacional com seu filme One Day e orientou workshops de cinema e fotografia em Moçambique, Síria e Dinamarca. Estudou na Dinamarca e no Canadá, e já expôs as suas fotografias em todo o mundo.

Quinta, 15
10h às 13 | Susana Guardiola Lapuente – Realizadora – Belen Santos – Realizadora
“ Documentário e Desenvolvimento”
As duas realizadoras apresentam seus filmes no Dockanema. Vozes de Moçambique – Susana Guardiola Lapuente e Francoise Polo e Los dioses de verdad tienen huesos – Belén Santos e David Alfaro Simon.
O financiamento do documentário sobretudo em e/ou relacionado com África depende muito do financiamento de sistemas de cooperação para o desenvolvimento .A partir dos dois casos, pretende-se reflectir sobre este estado de coisas e suas possíveis implicações nos processos de criação do documentário.Esta sessão e complementada com a problemática da formação na área do cinema e audiovisual em Moçambique , baseado na oficina “ Olhares Para o Territorio” realizado em Moçambique .

Susana Guardiola (Espanha)
Directora, roteirista e produtora, tem uma licenciatura em Comunicação e um Mestrado em documentário criativo. Há muitos anos que trabalha produzindo, escrevendo ou no desenvolvimento de filmes documentários de longa-metragem, com Bausan Films e Mallerich Films. Vozes de Moçambique é o primeiro documentário de longa-metragem que ela escreveu, dirigiu e produziu.

Belén Santos Osorio (Espanha)
Durante dez anos trabalhou como produtora na Agência de Notícias TV Efe, em paralelo com a sua carreira no cinema, ate decidir concentrar-se exclusivamente na sua carreira de roteirista e direcção.

Sexta, 16
10h às 11h30 | Dominique Young – Commissioning Editor do canal de TV Al Jazzera
“Al Jazeera: Potêncial parceiro para o documentário?”
O Canal de Televisão Al Jazeera do Qatar destaca-se pelo seu envolvimento na produção e difusão de documentários destinados em prioridade a públicos televisivos, e criou o Al Jazeera Documentary Film Festival.Em Moçambique, pretende informar-se sobre o estagio actual do Documentário, tomar conhecimento de projectos existentes e/ou em curso e explicar aos participantes quais as temáticas e formatos que interessam ao canal.Disponibiliza-se para encontros “One on One” com cineastas que tenham projectos concretos que desejam suscitar o interesse do canal Al Jazeera.

Dominique Young (Qatar – UK)
Dominique Young, é uma produtora da Al Jazeera – Inglaterra e  responsável pelo desenvolvimento de documentários especiais de televisão, no programa “Witness”,

11.30h às 13h |Rough Cut | Noemie Mendelle | Directora no Scottish Documentary Institute (UK)
A partir de exemplos concretos, Noemie Mendelle , ira indicaro que faz com que no estagio da edição , documentário mude de rumo e se torne interessante para o publico. O papel da edição na construção do documentário.

Noemie Mendelle (UK)
Noemi Mendelle licenciou-se em Sociologia. Dirigiu e produziu mais de 25 filmes. O seu filme, Âe Fellini, Iâm a born liarâe (2002), venceu vários prémios e foi nomeado para Melhor Documentário Europeu. Noemie vive em Edimburgo e divide o seu tempo entre a produção e promoção de documentários com o Scottish Documentary Institute e a direcção do Departamento de Filme e Televisão no Edinburgh College of Art (ECA).

Sábado, 17
10h as 13h | Rough Cut | Noemie Mendelle | Directora no Scottish Documentary Institute (UK)
continuação de sexta, dia16.

Os encontros serão sempre no Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual (INAC) – Av. Agostinho Neto 960.