Em 2003, nas vésperas da guerra do Iraque, a cineasta embarcou numa viagem para entender melhor um mundo cada vez mais envolvido em conflito e caminhando para a sua auto-destruição. Viajando pelos cinco continentes, Iara encontrou um número crescente de pessoas que dedicam as suas vidas a promover a mudança. Do Irão, onde o grafite e o “rap” se tornaram instrumentos na luta contra a repressão do governo, passando pelo Brasil, onde os músicos se aproximam das crianças das favelas e transformam armas em guitarras, ate os campos de refugiados palestinos no Líbano, onde a fotografia, a música e o cinema deram voz àqueles que raramente são ouvidos, o filme explora como a arte e a criatividade podem ser munição na batalha pela paz e justiça.

In 2003, on the eve of the Iraq war, the filmmaker embarked on a journey to better understand a world increasingly embroiled in conflict and, heading for self-destruction. Traveling over five continents, Iara encountered growing numbers of people who committed their lives to promoting change. From Iran, where graffiti and rap became tools in fighting government repression, moving on to Brazil, where musicians reach out to slum kids and transform guns into guitars, and ending in Palestinian refugee camps in Lebanon, where photography, music, and film have given a voice to those rarely heard, the movie explores how art and creativity can be ammunition in the battle for peace and justice.

Iara Lee, 2011, EUA, 73’

Este filme está na mostra do 6ºDOCKANEMA