CCBM, 18 h

Fragmentos de um Diário/Traces of a Diary

Marcos Martins e André Príncipe, Portugal, 2010, 90’

Um filme concebido como uma espécie de diário de viagem, um caderno de notas cinematográfico sobre o trabalho de alguns dos mais significativos fotógrafos japoneses contemporâneos. Através de uma série de encontros com os fotógrafos, os realizadores reflectem sobre a natureza do acto de fazer imagens e contar histórias, sobre o próprio processo diarístico.

Conceived as a sort of traveller’s diary, a film notebook on the work of some of the more relevant contemporary Japanese photographers. Throughout a series of meetings with the photographers, the directors reflect upon nature and on the act of making images and telling stories, on the diary process itself.

 CCBM, 20 h

 Videoarte Certas Dúvidas de William Kentridge

Um dos mais importantes criadores sul-africanos do período pós-apartheid, William Kentridge transita com fluidez entre vídeo, filme, desenho, escultura, instalação, teatro e ópera, produzindo uma combinação única de referências e técnicas. . “Certas Dúvidas de William Kentridge”,  acompanha o artista em Joanesburgo e em sua passagem pelo Brasil, registrando seu pensamento e seu processo de trabalho. Kentridge fala do impacto das contradições sociais sobre sua obra e dos personagens que surgem em animações feitas a partir de desenhos a carvão, num processo particular que consiste em apagar e refazer os traços em preto-e-branco.

CCBM, 18 h

 Fragmentos de um Diário/Traces of a Diary

Marcos Martins e André Príncipe, Portugal, 2010, 90’

Um filme concebido como uma espécie de diário de viagem, um caderno de notas cinematográfico sobre o trabalho de alguns dos mais significativos fotógrafos japoneses contemporâneos. Através de uma série de encontros com os fotógrafos, os realizadores reflectem sobre a natureza do acto de fazer imagens e contar histórias, sobre o próprio processo diarístico.

Conceived as a sort of traveller’s diary, a film notebook on the work of some of the more relevant contemporary Japanese photographers. Throughout a series of meetings with the photographers, the directors reflect upon nature and on the act of making images and telling stories, on the diary process itself.

 CCBM, 20 h

 Videoarte – Certas Dúvidas de William Kentridge

Um dos mais importantes criadores sul-africanos do período pós-apartheid, William Kentridge transita com fluidez entre vídeo, filme, desenho, escultura, instalação, teatro e ópera, produzindo uma combinação única de referências e técnicas. . “Certas Dúvidas de William Kentridge”,  acompanha o artista em Joanesburgo e em sua passagem pelo Brasil, registrando seu pensamento e seu processo de trabalho. Kentridge fala do impacto das contradições sociais sobre sua obra e dos personagens que surgem em animações feitas a partir de desenhos a carvão, num processo particular que consiste em apagar e refazer os traços em preto-e-branco.

 TEATRO AVENIDA, 16 h

Maciene

Isabel Noronha, Moçambique, 2009, 61’

Uma lenda antiga conta que numa pequena aldeia na província de Gaza,  habita um Povo com o especial talento de entrelaçar a beleza do mundo dos antepassados com a riqueza do mundo moderno. Por isso, em Maciene,  estes dois mundos habitam hoje ainda em amplo respeito e a Vida é tecida a cada dia em gestos que a projectam para Além do Sonho. Este Povo zela para que Maciene nunca deixe de ser, tal como reza a lenda, “o lugar onde Deus encontrou a Serenidade”.

An ancient legend tells that, in a small village in the Mozambican province of Gaza, lives a people with the special talent of interweaving the beauty of the world of the ancestors with the richness of the modern world. Thus in Maciene, these two worlds live together today still in mutual respect, and Life is woven every day in gestures that project it beyond the Dream. This people is striving so that Maciene will never cease to be, as the legend says, “the place where God found Serenity”.

 Salani

Isabel Noronha, Vivan Altman, Moçambique, 2010, 26’

Salani (adeus), retrata a vivência de três adolescentes moçambicanos de 11, 16 e 17 anos que, forçados pela sua familia ou na ilusãode encontrar melhores condições de vida, emigraram para a África do Sul.  Numa fluente mistura entre o documentário e a animação, este filme revela os contornos da utilização da “tradição“ por algumas famílias para encobrir a exploração das suas meninas, bem como os meandros do tráfico, exploração sexual e laboral, de que estes adolescentes pobres, ilegais e desprotegidos, se vêm facilmente reféns. 

Salani (farewell) portrays the lives of three Mozambican adolescents of 11, 16 and 17 years of age, who migrate to South Africa, either forced by their families or under the illusion they will find better living conditions. In a fluent mix of documentary and animation, this film reveals the knots that some families tie themselves into using “tradition” to mask the exploitation of their daughters, as well the twists and turns of the trafficking and sexual and labour exploitation by which these poor, illegal and defenceless adolescents are easily held hostage.    

TEATRO AVENIDA, 18 h

Mafalala Blues

Camila de Sousa, Moçambique, 2010, 8’

Este filme é sobre a busca por um lugar identitário. Entre madeira e zinco, entre o subúrbio e a cidade, entre bairro e nação, encontrei uma casa: lugar de memórias e histórias sobre o colonialismo, a luta de libertação e a tristeza do exílio. Nesta casa localizada no bairro da Mafalala encontram-se várias gerações dispersas no tempo. É a casa, metáfora deste lugar identitário, que me faz lembrar as histórias que não vivi, as histórias que o zinco um dia me contou.

This is a film about the search for identity in a place. Among the wood and corrugated iron, between the township and the city, between the neighbourhood and the nation, I found a house: a place of memories and stories about colonialism, the liberation struggle, sadness and exile.In this house, located in Mafalala Township, several generations are to be found spread over time. The house is a metaphor for this place of identity that reminds me of stories that I have not experienced, stories the corrugated iron recounted to me one day.

O gigante de papelão

Bárbara Tavares, Brasil, 2010, 11’

 O Gigante de Papelão é um documentário que conta a história da arte do artista plástico Sergio Cezar e seu poder de transformação. Sergio, também conhecido como o “Arquitecto do Papelão”, usa materiais descartados para retratar casas, favelas, e cidades inteiras. Seu trabalho propõe uma verdadeira reciclagem no olhar.

 Think BIG THINK small-scale is a short documentary about Sergio Cezar’s art and its power of transformation. Sergio is also known as “Cardboard Architect”. He uses micro-trash to recreate facades, slums and whole cities. His work is an invitation for recycling the way we look at things.

O lendário “Tio Liceu” e os Ngola Ritmos

Jorge António, Angola/Portugal, 2010, 52’

Este documentário percorre o universo criativo do Liceu Vieira Dias, pai da música popular angolana e fundador do grupo Ngola Ritmos, numa viagem de cruzamento do passado e do presente, desde o final dos anos 40 até aos nossos dias. O documentário confirma a originalidade e contribuição permanente que o ‘Tio Liceu’ oferece à história cultural, social e politica de Angola.

This documentary travels through the creative universe of Liceu Vieira Dias, the father of popular angolan music and the founder of the Ngola Ritmos, on a trip to the crossroads between the past and the present, between the forties and our days. The documentary serves to confirm “Tio Liceu’s” originality and constant contribution to the cultural, social and political history of Angola.

TEATRO AVENIDA, 20 h

Fantasia Lusitana

João Canijo, Portugal, 2010, 65’

Portugal viveu a Segunda Guerra Mundial dentro de um mundo de fantasia. Portugal era um paraíso de paz e tranquilidade, totalmente alheio a uma guerra que só dizia respeito aos outros. Construído exclusivamente a partir de imagens de arquivo, o documentário de João Canijo funda-se no contraste entre as imagens fantasistas da propaganda e os testemunhos escritos de refugiados célebres (Erika Mann, Alfred Döblin e Antoine de Saint-Exupéry, lidos pelos actores Hanna Schygulla, Rudiger Vogler e Christian Patey) de passagem por Lisboa, à espera do barco que os livre do nazismo.

Portugal went through the Second World War in a haze of illusion.  Portugal was a haven of calm and tranquillity  completely detached from the war that was entirely the concern of others. Built exclusively from archive footage, João Canijo’s documentary is based on the contrast between the fanciful propaganda images and the written testimony of well-known refugees (Erika Mann, Alfred Döblin and Antoine de Saint-Exupéry, read by the actors Hanna Schygulla, Rudiger Vogler and Christian Patey) passing through Lisbon to catch a ship to escape the Nazis.

CINEMA SCALA, 16 h

Afrique 50

René Vautier, França, 1950, 17’

 África 50 é o primeiro filme francês anticolonialista. O realizador, com apenas 21 anos, decidiu filmar a realidade: a falta de professores e médicos, os crimes cometidos pelo exército francês em nome do povo francês, a instrumentalização dos povos colonizados… O filme foi proibido durante mais de 40 anos e René Vautier foi aprisionado durante vários meses. 

Africa 50 is the first french anti-colonialist film. The director, who was only 21 years old, decided to film the truth: lack of teachers and doctors, the crimes commited by the French Army in the name of France, the instrumentalization of the colonized peoples…The film was forbidden during 40 years and René Vautier was incarcerated for several months.

Demain à Nanguila

Joris Ivens, Mali, 1960, 50’

Amanhã em Nanguila segue os passos de um jovem maliense para mostrar os danos do êxodo rural. O filme  questiona as decisões governamentais  depois da independência e sua intenção de deter a onda de imigração das pessoas para as cidades, para desenvolver o país pelo incentivo à agricultura. Um retrato de Mali nos anos 60 através da vida nocturna de Bamako, os monumentos da capital, as mulheres dobradas pelo peso das várias tarefas… 

Nanguila Tomorrow follows the steps of a young malian man, illustrating the detrimental effects of rural exodus. The film  questions the Government’s decisions after obtaining Independence in its attempt to put a stop to the wave of people immigrating to the cities and to develop the country based on agriculture. A portrait of Mali in the sixties by means of the nightlife in Bamako, the capital’s monuments, women bent under the weight of too many tasks…

CINEMA SCALA, 18 h

 Ceux de la colline

Berni Goldblat, Suiça, 2009, 72’

Em torno de uma mina de ouro improvisada sobre a colina de Diosso em Burkina Faso reuniram-se milhares de pessoas com um objectivo comum de fazer fortuna. Garimpeiros, dinamiteiros, comerciantes, prostitutas, crianças, curandeiros, cabeleireiros e marabouts compõem essa cidade efémera, construída à pressa, sobre as suas lutas diárias contra si mesmos e contra os outros. Apesar dos perigos e das desilusões, a corrida pelo ouro continua implacável, e parecem incapazes de abandonar este lugar fora do tempo.

A makeshift gold mine on the remote Diosso hillside in Burkina Faso has attracted a swarm of gold-diggers and dynamite blasters, healers and dealers, vendors and prostitutes, children, holy man and barbers. Living in a promiscuous closeness of a crowded and improvised town, these men and women are recklessly determined to find the gold that will change their lives. The film explores their desperate quest for fortune and elusive happiness. The gold rush is relentless.

UEM, 14 h

 Os 5 elementos

Madjer Rachid, Moçambique, 2009, 20’

O filme procura absorver o pensamento social de 5 elementos (mc, dj, b. boy, graffity, consciencialização) e contribuir para a compreensão social e política do sujeito periférico.

The film seeks to soak up the social thinking of the “Five Elements”(mc, dj, b. boy, grafitty, conciencialiação) and help others to understand the outskirts both socially and politically.

Maputo Dancing Dump

Marco Pasquini, Itália/Portugal, 2010, 52’

Na periferia de Maputo, o Bairro do Hulene é a maior lixeira da cidade. Setecentas famílias vasculham no meio do lixo todos os dias. Mas a lixeira, um mundo de degradação e luta contínua pela sobrevivência, é o mesmo espaço no qual grupos de dança hip-hop foram criados. Música e ritmos das comunidades Afro-Americanas, juntamente com agilidade e auto-ironia espontânea, tornam qualquer ocasião num verdadeiro espectáculo. Suares é um bailarino experiente: é ele que ensaia as crianças e que nos apresenta aos restantes rapazes da Lixeira, enquanto treina um sem número de expressões faciais e passos de dança. Um microcosmos feito de relações sociais e económicas, paixões e pequenas guerras, amizades intensas e arrufos repentinos. Histórias e esperanças diárias que nos fazem descobrir a verdadeira força vital deste lugar.

On the outskirts of Maputo, the Hulene district is the city’s largest garbage dump, “lixeira”. 700 families dig and collect in the trash every day. But the dumping ground, a world of degradation and continuous struggle for survival, is the space where groups of hip-hop dance were created. Music and rhythms taken from African-American communities, together with agility and spontaneous self-irony, turn any occasion into a show. Suares is an experienced dancer, he acts as a puppet, a robot or a proud warrior, while he pulls a neverending series of faces. A microcosm made of relationships, passions and small grudges, intense friendships and sudden brawls. Through the daily life of Suares, his stories, his hopes and his dancing steps, we uncover the deep vital strength of this place.

UEM, 16 h

 Acácio

Marília Rocha, Brasil, 2009, 88’

Entre 1918 e 2008, Acácio Videira e Maria da Conceição dividiram a vida entre Portugal, Angola e Brasil. O filme combina imagens do presente com o acervo produzido por Videira no passado, interligando os três países e refletindo sobre as relações coloniais, a guerra, a memória.

Between 1918 and 2008, Acácio Videira and Maria da Conceição shared their lives between Portugal, Angola and Brazil. The film combines images from the present with Videira’s films and photographs of the past, creating a space between what is seen and what was lived, remembered and forgotten. The couple’s personal history becomes a reflection on colonial relations, war, and memory.