Globalidade versus identidade: reflexões sobre a sua génese, contexto e influência para o entendimento do cinema contemporâneo

O DOCKANEMA em parceria com a Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) organiza, entre os dias 13 e 15 de Setembro, o Simpósio Internacional: Para uma História do Cinema em Moçambique, com o tema “Globalidade versus identidade: reflexões sobre a sua génese, contexto e influência para o entendimento do cinema contemporâneo”, reunindo um conjunto de investigadores especializados em temas relacionados com a imagem, a história e a produção de cinema em Moçambique, com contribuições provenientes de vários países com destaque para a Bélgica, Brasil, Inglaterra, Alemanha e Portugal.  

 

Local: Auditório 1502 – Faculdade de Letras das Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane

Horário: Das 10.30 às 14.00h horas durante os 3 dias.

Primeiro Dia: 13 de Setembro de 2010

Sessão de Abertura do Simpósio:

Director da FLCS – UEM Armando Jorge Lopes 

Director do Festival Dockanema Pedro Pimenta

Painel: Dos pioneiros do cinema à resistência política 

Moderador: Nataniel Ngomane

Oradores:

Guido Convents: 

Analisa os primórdios do cinema em Moçambique desenvolvendo uma intervenção sobre as imagens em movimento numa perspectiva histórica, económica, política e de propaganda.

Margaret Dickinson

Apresenta do filme BEHIND THE LINES, realizado nas zonas libertadas da FRELIMO, que se tornou um documento operativo para perceber as dimensões sócio-políticas da oposição interna moçambicana à presença colonial portuguesa.

Filme:

BEHIND THE LINES, Margaret Dickinson, 1971, 53’

 

Segundo Dia: 14 de Setembro de 2010

Painel: Imagens em movimento como acto de cultura e vanguarda

Moderador: Nataniel Ngomane

Oradores:

Ros Gray

Ros Gray cartografa como é que a experiência do cinema em Moçambique gerou conceitos, estéticas e estratégias novas. Também perspectiva interconexões entre a prática cinematográfica, políticas nacionais e internacionais das imagens em movimento e entre a política anti-colonial e a teoria cultural.

Catarina Simão

Com o projecto Fora de Campo propõe olhar o Arquivo de Cinema de Moçambique através das práticas materiais, simbólicas e políticas da sua própria estrutura de memória. Defende que a estrutura que sustenta os filmes da propaganda oficial socialista, lutando contra os efeitos do imperialismo, é simultaneamente o depósito de experiências humanas e de interferências políticas que interessa relacionar.

Terceiro Dia: 15 de Setembro de 2010

Painel: Apontamentos para uma cinematografia moçambicana

Moderador: Nataniel Ngomane

Oradores: 

Alessandra Meleiro

Expõe experiências de publicação de pesquisas sobre diversas cinematografias em redor do mundo e perspectivas de viabilização de um projecto semelhante relativo ao cinema em Moçambique. 

Sílvia Vieira

Através da recolha, sistematização e análise de dados relativos aos filmes produzidos e entrevistas realizadas aos principais cineastas e produtores moçambicanos, oferece-se uma perspectiva acerca do percurso do cinema entre 1975 e 2010.

Drew Thompson

Reflecte sobre a cultura visual moçambicana (fotografia e cinema), numa perspectiva de análise dos movimentos de libertação, independência e pós-lutas em termos de movimentos e políticas de identidade.

Filme:

CINEMA MOÇAMBICANO – Assim estamos livres – 1975/2010, Sílvia Vieira, 16’, 2010