Iara Lee, Turquia/Síria, 2012, 52’, VO Árabe e Inglês / legendas Inglês

Local: Faculdade de Letras e Ciências Sociais, 17h, quarta feira 19.

Mais de um ano depois, e contando milhares de mortos, o conflito em curso na Síria tornou-se um microcosmo para as políticas complicadas da região, e um reflexo desagradável do mundo em geral. Este filme explora o conflito da Síria através da humanidade dos civis que foram mortos, abusados e deslocados para a miséria dos campos de refugiados.

Iara Lee
Reconhecida activista, Iara Lee é uma produtora e cineasta brasileira radicada em Nova Iorque. Colaboradora em diversas iniciativas humanitárias, participou na Campanha Internacional pela Eliminação de Bombas de Fragamentação. Em 2006, enquanto residia no Líbano, acompanhou os 34 dias de bombardeamento de Israel ao país, uma experiência que a motivou a criar a campanha “Make Films Not War”.

África do Sul, 2012, 50’, VO Inglês e Afrikaans / legendas Inglês

Local: Centro Cultural Franco Moçambicano, 20h, 19 quarta feira.

Motociclismo e o vício pela cocaína cruzam-se nesta jornada de um homem que luta contra os seus demónios. Patrick van Sleight, na tentativa de sair do seu ciclo de depressão e de dependência de drogas, pede ao seu amigo cineasta para o ajudar a documentar e a racionalizar sobre o que está a acontecer na sua cabeça e na sua vida. Um olhar delicado e intensamente pessoal, sobre o vício e a depressão.

Riaan Hendricks
Hendricks produziu, dirigiu e editou mais de 20 filmes. “The Last Voyage” ganhou um Dhow de Prata no Festival Internacional de Cinema de Zanzibar em 2011. Atraído pelo cinema observacional, os seus filmes abordam temas entre o pessoal e o político.

Licínio Azevedo, Moçambique, 2007, 53’, VO Português

Local: Centro Cultural Brasil Moçambique, 16h, quarta feira 19.

O Grande Hotel, na cidade da Beira, era o maior de Moçambique, na época colonial: 350 quartos, luxuosas suítes, piscina olímpica… Actualmente, o prédio, em ruínas, sem electricidade e sem água canalizada, é habitado por mais de 2500 pessoas. Algumas vivem ali há vinte anos. Além dos quartos, também servem de moradia os saguões, os corredores, as áreas de serviço do hotel e a cave, onde é sempre noite.

Licínio Azevedo
É cineasta e escritor. Trabalhou no Instituto Nacional de Cinema, onde acompanhou as experiências dos cineastas Ruy Guerra e Jean-Luc Godard. É um dos fundadores da Ébano Multimédia, empresa moçambicana de produção de cinema.

Maputo, 18 de Setembro – O direito à exploração da terra em Moçambique e a guerra civil síria, que tem sido notícia ao longo do último ano e meio, estarão, amanhã, em destaque no Festival Dockanema.

O uso inapropriado da terra é uma das maiores causas de conflitos entre populações rurais e autoridades locais de Moçambique. Atendendo a esta realidade, as organizações Justa Paz e Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC) debatem, Quarta-feira, pelas 16 horas, a temática, logo após a exibição de logo após a exibição de Terra dos Nossos Avós, um filme da autoria do realizador Fábio Ribeiro rodado em Moçambique. O encontro, que se irá desenrolar no Teatro Avenida, tem entrada livre.

Em destaque nas telas do Dockanema estará também o conflito sírio, que tem vindo a vitimar milhares de civis, e que não parece ter fim à vista, com a exibição do filme The Suffering Grasses, When elefants fight, is the grass that suffers, da realizadora Iara Lee. Este é um documentário que explora a guerra civil síria, através da humanidade das pessoas que foram mortas, abusadas e deslocadas para campos de refugiados.

O filme, que será exibido às 17 horas, na Faculdade de Letras e Ciências Sociais, será precedido pela apresentação da curta-metragem Manifesto das Imagens em Movimento, da realizadora moçambicana Diana Manhiça, um filme sobre as obras de remodelação do arquivo cinematográfico do Instituto Nacional de Audiovisual e Cinema, que foram interrompidas, colocando o acervo em risco.

Ainda durante o dia de amanhã, o Centro Cultural Brasil-Moçambique exibe, a partir das 18 horas, dois filmes do Ciclo Grande Hotel: Hóspedes da Noite, do realizador Lícinio de Azevedo, e Grande Hotel, de Anabela Saint-Maurice.

Na Quinta-feira, dia 20 de Setembro, as actividades paralelas do Dockanema continuam com um debate sobre temáticas relacionados com degradação ambiental, promovido pelo Universidade Pedagógica. Durante o encontro, que reúne o corpo académico da instiuição de ensino e o MASC, será exibido o filme Receitas para o Desastre.

Já a Faculdade de Arquitectura, da Universidade Eduardo Mondlane, propõe uma conversa em torno do filmeSonhos Urbanos Africanos, da realizadora Noemie Mendelle. Trata-se de um documentário filmado em Moçambique, que retrata o esforço das famílias moçambicanas que investem na construção das suas casas. Ao mesmo tempo, surgem problemas sociais e políticos nas resoluções e nas ameaças do sonho destas famílias de possuírem habitação própria.

Por último, o Centro Cultural Franco-Moçambicano recebe o filme Alzira, A minha vida com fístula obstétrica, da realizadora Mercedes Sayagues. Durante a apresentação da curta-metragem a protagonista – que estará presente na exibição – dará o testemunho vivo sobre um problema de saúde que afecta 100 mil moçambicanas: o drama da fístula obstétrica, uma lesão que condena ao isolamento e à vergonha, mas que tem tratamento. O encontro está agendado para as 20 horas.

Destaques dia 19 de Setembro

Centro Cultural Franco-Moçambicano

18h00 – Welcome Peter Bossman – Simon Intihar (15`)

Centro Cultural Brasil-Moçambique

18h00 –Hóspedes da Noite – Licínio de Azevedo (53`)– Estreia Mundial

Teatro Avenida

16h00 – A Terra dos Nossos Avós – Fábio Ribeiro (32`)

Faculdade de Letras e Ciências Sociais

17h00 –The Suffering Grasses – Iara Lee (52`)

Destaques dia 20 de Setembro

Centro Cultural Franco-Moçambicano

20h00 – Alzira, A Minha Vida com Fístula Obstétrica – Mercedes Sayagues (5`)

Centro Cultural Brasil-Moçambique

20h00 – Linha Vermelha – José Filipe Costa (80`)

Teatro Avenida

20h00 –Give Up Tomorow – Michael Collins (95`)

Faculdade de Letras e Ciências Sociais

13h00 – Vocacional, Uma Aventura Humana – Toni Venturi (77`)

Contacto/Informações:

Benilde Matsinhe

E-mail: benilde.matsinhe@cinevideo.co.mz

CEL: 00258 84 951 9659

Em Moçambique foi inaugurado em 1955 um hotel de luxo que aspirava a ser o maior de África. O filme “Grande Hotel”  evoca a história trágica do espantoso edifício, emblema do passado e do presente da cidade da Beira. Tendo como fio condutor o hotel, o documentário acaba por ser um retrato da cidade da Beira, das diferentes vivências e culturas que nela coabitam.

Anabela Saint-Maurice
Anabela Saint-Maurice é portuguesa nascida em Angola em 1959. Há vários anos que se dedica à realização de documentários na RTP – Rádio Televisão Portuguesa.

“Bouncing Cats” conta a história inspiradora de um homem que tenta criar uma vida melhor para as crianças do Uganda, usando a ferramenta improvável do Hip-Hop, com foco na cultura b-boy e breakdance. Em 2006, Abraham “Abramz” Tekya, o jovem ugandense órfão de pais vítimas de SIDA criou o Breakdance Project Uganda (B.P.U.) com o sonho de dinamizar uma oficina gratuita para capacitar e reabilitar a comunidade, formando os jovens através da cultura b-boy.

Nabil Elderkin
Nabil Elderkin é um fotógrafo e realizador de cinema e vídeos musicais de nacionalidade autraliana, e de origem mista americana e curdo-iraniana. Nascido em Chicago e criado na Austrália, reside actualmente em Los Angeles, Califórnia. O seu trabalho apareceu em muitas plataformas, incluindo publicidade, editoriais e capas de revistas, vídeos de música, livros, capas de álbuns e fotojornalismo.

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